Uma
sétima unidade funciona em horário reduzido; prefeito Simão Durando cobra
providências da Compesa e do Governo de Pernambuco
A
falta de água em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, provocou a suspensão das
aulas em seis escolas municipais nesta segunda-feira (19). Outra unidade de
ensino teve o funcionamento reduzido, enquanto duas permanecem sob
monitoramento da gestão municipal diante dos problemas de abastecimento e das
instabilidades no fornecimento de energia elétrica após as chuvas do domingo
(18).
De
acordo com a Prefeitura de Petrolina, as atividades foram suspensas nas escolas
Júlia Elisa, no Jardim Amazonas; Mansueto de Lavor, no assentamento Mansueto;
Professora Anete Rolim, no Pedra Linda; Nossa Infância+ Deputado Honório, no
Terras do Sul; Nossa Infância+ Dom Idílio, no Centro; e Nossa Infância Tio
Joaquim, também no Pedra Linda.
Já
a Escola Municipal Guido Alves, localizada em Izacolândia, funcionou em horário
reduzido. Outras duas unidades tiveram o funcionamento acompanhado pela
administração municipal, com possibilidade de redução do expediente caso
persistissem os problemas no abastecimento de água e na energia elétrica.
Em
vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito Simão Durando afirmou que vem
cobrando providências da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e do
Governo de Pernambuco para restabelecer o abastecimento nos bairros afetados.
Segundo
o gestor, há comunidades enfrentando períodos prolongados sem água, situação
que, conforme destacou, se agrava com as altas temperaturas registradas na
cidade.
“Existem bairros em que as famílias estão sofrendo há
10/15 dias sem abastecimento, justamente no período mais quente da cidade. É
uma situação inaceitável”,
declarou.
Simão
Durando afirmou ainda que mantém contato com a direção da Compesa desde a
quarta-feira anterior e que também procurou a governadora Raquel Lyra para
apresentar a situação enfrentada pelo município.
“Todos os anos, de setembro a dezembro, a gente fica
nesse clamor na cidade. Nós precisamos de uma solução”, acrescentou.
A
suspensão das aulas evidencia os reflexos da crise de abastecimento sobre
serviços essenciais. Sem água suficiente para atender às necessidades de
higiene e funcionamento das unidades, escolas podem precisar interromper ou
limitar as atividades.
A Prefeitura cobra uma resposta para normalizar o fornecimento e reduzir os impactos sobre estudantes, profissionais da educação e famílias. Até as informações divulgadas nesta segunda-feira (19), não havia indicação de prazo para a regularização completa do abastecimento nas áreas afetadas.
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