segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Falta de água suspende aulas em seis escolas municipais de Petrolina

Uma sétima unidade funciona em horário reduzido; prefeito Simão Durando cobra providências da Compesa e do Governo de Pernambuco

A falta de água em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, provocou a suspensão das aulas em seis escolas municipais nesta segunda-feira (19). Outra unidade de ensino teve o funcionamento reduzido, enquanto duas permanecem sob monitoramento da gestão municipal diante dos problemas de abastecimento e das instabilidades no fornecimento de energia elétrica após as chuvas do domingo (18).

De acordo com a Prefeitura de Petrolina, as atividades foram suspensas nas escolas Júlia Elisa, no Jardim Amazonas; Mansueto de Lavor, no assentamento Mansueto; Professora Anete Rolim, no Pedra Linda; Nossa Infância+ Deputado Honório, no Terras do Sul; Nossa Infância+ Dom Idílio, no Centro; e Nossa Infância Tio Joaquim, também no Pedra Linda.

Já a Escola Municipal Guido Alves, localizada em Izacolândia, funcionou em horário reduzido. Outras duas unidades tiveram o funcionamento acompanhado pela administração municipal, com possibilidade de redução do expediente caso persistissem os problemas no abastecimento de água e na energia elétrica.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito Simão Durando afirmou que vem cobrando providências da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e do Governo de Pernambuco para restabelecer o abastecimento nos bairros afetados.

Segundo o gestor, há comunidades enfrentando períodos prolongados sem água, situação que, conforme destacou, se agrava com as altas temperaturas registradas na cidade.

“Existem bairros em que as famílias estão sofrendo há 10/15 dias sem abastecimento, justamente no período mais quente da cidade. É uma situação inaceitável”, declarou.

Simão Durando afirmou ainda que mantém contato com a direção da Compesa desde a quarta-feira anterior e que também procurou a governadora Raquel Lyra para apresentar a situação enfrentada pelo município.

“Todos os anos, de setembro a dezembro, a gente fica nesse clamor na cidade. Nós precisamos de uma solução”, acrescentou.

A suspensão das aulas evidencia os reflexos da crise de abastecimento sobre serviços essenciais. Sem água suficiente para atender às necessidades de higiene e funcionamento das unidades, escolas podem precisar interromper ou limitar as atividades.

A Prefeitura cobra uma resposta para normalizar o fornecimento e reduzir os impactos sobre estudantes, profissionais da educação e famílias. Até as informações divulgadas nesta segunda-feira (19), não havia indicação de prazo para a regularização completa do abastecimento nas áreas afetadas. 

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