Os
levantamentos chamam atenção não apenas pela quantidade concentrada em poucos
dias, mas também pela diferença nos valores contratados. Os custos informados
nos registros variam de R$ 18 mil a R$ 154.770, enquanto o número de
entrevistados chega a 2.010 pessoas em uma das pesquisas.
O
volume de levantamentos deve provocar uma verdadeira enxurrada de números nas
redes sociais, grupos políticos e meios de comunicação. A questão que
naturalmente acompanha a divulgação dos resultados é outra: até que ponto os
diferentes institutos vão apresentar retratos semelhantes do eleitorado
pernambucano?
Entre
os levantamentos previstos está o contratado junto à Badra Comunicação, de São
Paulo. A pesquisa tem previsão de divulgação para 3 de setembro, com 1.500
entrevistados e custo declarado de R$ 18 mil. Além da corrida para governador e
senador, o levantamento também deverá medir intenções de voto para deputado
federal e deputado estadual.
Na
mesma data, está prevista a divulgação de pesquisa do Instituto Ranking de
Pesquisa Ltda., sediado em Brasília. O levantamento tem valor declarado de R$
20 mil.
Também
para 3 de setembro, aparece a AtlasIntel, empresa sediada em São Paulo. A
pesquisa prevê 1.600 entrevistados e custo de R$ 70 mil, valor
significativamente superior ao dos levantamentos da Badra e do Instituto
Ranking.
Outro
levantamento previsto para o dia 3 é o da Real Time Mídia Ltda./Real Time Big
Data, de Brasília. A pesquisa tem 1.600 entrevistados e valor declarado de R$
24 mil.
Fechando
a sequência, está a pesquisa do Instituto Veritá Ltda./Veritá, também de
Brasília, com divulgação prevista para 4 de setembro. O levantamento prevê 2.010
entrevistados e chama atenção pelo valor contratado: R$ 154.770,00.
Com
cinco levantamentos previstos praticamente em sequência, Pernambuco deverá ter,
em poucos dias, diferentes fotografias do comportamento eleitoral.
A
comparação será inevitável. Diferenças nas metodologias, períodos de realização
das entrevistas, tamanho das amostras, margem de erro, questionários e
critérios de ponderação podem produzir resultados distintos mesmo quando os
institutos pesquisam o mesmo eleitorado.
Um
ponto importante é que o registro de uma pesquisa no TSE é uma exigência legal
para sua divulgação durante o período eleitoral, mas não significa que o
tribunal tenha certificado previamente a exatidão dos números ou a capacidade
preditiva do levantamento.
É
justamente a divulgação de vários estudos em um intervalo tão curto que
permitirá observar se existe convergência entre os diferentes levantamentos ou
se os números apresentarão discrepâncias relevantes.
E
é aí que começa o verdadeiro teste para os institutos.
A
pergunta que ficará no ar
Com
valores que vão de R$ 18 mil a mais de R$ 154 mil, amostras entre 1.500 e 2.010
entrevistados e diferentes empresas envolvidas, a semana promete transformar a
eleição pernambucana em um grande laboratório de números.
Se
os números vão coincidir com a realidade das urnas, porém, essa é outra questão
— e só o voto depositado nas urnas poderá dar a resposta definitiva.
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