domingo, 30 de agosto de 2026

Ex-primeira-dama de Granito acusa prefeito George de Sidney de tentativa de feminicídio

Raíla Miranda relatou supostas agressões em vídeo publicado nas redes sociais e afirmou que decidiu romper o silêncio durante o Agosto Lilás; caso deverá ser apurado pelas autoridades

A ex-primeira-dama de Granito, no Sertão de Pernambuco, Raíla Miranda, acusou o prefeito do município, George de Sidney, de tentativa de feminicídio. O relato foi publicado por ela nas redes sociais por meio de um vídeo no qual afirma ter sido vítima de violência e apresenta imagens que, segundo ela, registram marcas das supostas agressões.

A denúncia foi divulgada durante o Agosto Lilás, campanha nacional de enfrentamento à violência contra a mulher. Na publicação, Raíla afirmou que decidiu tornar o caso público após um período marcado pelo medo, pela vergonha e pelas consequências do episódio.

“O silêncio também pesa!”, escreveu a ex-primeira-dama ao iniciar o relato.

Segundo Raíla, as supostas agressões deixaram marcas físicas e emocionais. Ela também afirmou que o episódio teria provocado impactos na memória e na vida do filho, de apenas 7 anos.

“Eu não vou falar apenas sobre violência contra a mulher. Eu vou falar sobre a violência que eu vivi”, declarou.

Na publicação, Raíla afirmou que levou tempo para conseguir falar sobre o que teria acontecido, mas decidiu buscar os próprios direitos e tornar a situação conhecida.

A ex-primeira-dama também destacou o medo que ainda sente e defendeu que nenhuma mulher deveria ser colocada diante da escolha entre preservar a própria segurança e permanecer em silêncio.

“Eu demorei. Mas agora eu vou falar”, concluiu.

A acusação apresentada por Raíla deverá ser apurada pelas autoridades competentes, que deverão analisar as circunstâncias relatadas, as imagens divulgadas e eventuais provas relacionadas ao caso.

Por se tratar de uma acusação grave, a apuração oficial será fundamental para esclarecer os fatos, identificar responsabilidades e garantir o direito de defesa das partes envolvidas. A acusação, neste momento, não representa condenação ou comprovação definitiva de crime.

O caso também chama atenção para a importância da denúncia e dos mecanismos de proteção às mulheres vítimas de violência, especialmente em um período em que o Agosto Lilás amplia o debate público sobre prevenção, acolhimento e enfrentamento à violência doméstica e familiar. 

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