sábado, 15 de agosto de 2026

Cidadania de Pernambuco aprova repúdio à intervenção nacional e mantém apoio a Raquel Lyra

             O Cidadania de Pernambuco aprovou, por unanimidade, uma moção de repúdio à intervenção realizada pela direção nacional do partido na comissão executiva estadual. A decisão foi tomada em reunião realizada na quinta-feira (13) e teve a ata divulgada publicamente nesta sexta-feira (14).

O encontro foi convocado pelo presidente estadual da legenda, João Baltar Freire, e ocorreu na sede do PSDB, partido que integra a federação PSDB/Cidadania.

A manifestação amplia o conflito entre as direções estadual e nacional do Cidadania às vésperas do início oficial da campanha eleitoral.

A intervenção ocorreu há cerca de uma semana e teve como objetivo estabelecer a neutralidade do Cidadania em Pernambuco. Na ocasião, o presidente da federação PSDB/Cidadania, deputado federal Aécio Neves, justificou a decisão com base em “divergências internas” dentro do grupo político.

A antiga executiva estadual, porém, contesta a medida. Segundo a ata da reunião, os dirigentes consideram que a intervenção teria desrespeitado princípios constitucionais e estatutários relacionados ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.

O grupo também sustenta que a decisão nacional teria sido tomada sem o quórum deliberativo exigido, questionando, portanto, a validade do procedimento adotado pela direção superior da legenda.

Apesar do confronto com a direção nacional, os dirigentes estaduais decidiram manter a orientação política que vinha sendo construída em Pernambuco.

Durante a reunião, o grupo ratificou o apoio à chapa majoritária encabeçada pela governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, e confirmou a manutenção do suporte à candidatura do deputado Túlio Gadêlha (PSD) ao Senado.

A decisão evidencia que a disputa interna do Cidadania em Pernambuco não se limita a questões administrativas. O impasse envolve diretamente o posicionamento eleitoral da legenda no Estado e sua participação na disputa majoritária.

Com a intervenção nacional, a direção estadual passou a enfrentar uma situação de conflito entre a orientação definida localmente e a determinação do comando nacional da legenda. A moção aprovada nesta quinta-feira representa uma reação formal dos dirigentes pernambucanos e mantém aberto o embate dentro do partido. 

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