Em
um gesto que chamou atenção no cenário político nacional, a ex-primeira-dama Michelle
Bolsonaro (PL) elogiou publicamente a Política Nacional de Educação Bilíngue de
Surdos (PNEBS), lançada pelo Ministério da Educação (MEC) do governo do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação ocorreu nesta
sexta-feira (3), em meio à repercussão de desentendimentos recentes envolvendo Michelle
e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em
publicação nas redes sociais, Michelle classificou a iniciativa como "um
sonho realizado" e parabenizou a comunidade surda pela criação da nova
política pública.
"Parabenizo a nossa amada comunidade surda pelo
lançamento da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos", escreveu a ex-primeira-dama, que
historicamente atua em defesa da inclusão e da ampliação dos direitos das
pessoas surdas.
A
nova política tem como objetivo garantir maior acesso, permanência e qualidade
no ensino para estudantes surdos, surdocegos, pessoas com deficiência auditiva
sinalizantes, estudantes surdos com altas habilidades ou superdotação e aqueles
com outras deficiências associadas. A proposta prevê que os conteúdos escolares
sejam ensinados prioritariamente em Libras, tendo a Língua Portuguesa escrita
como segunda língua, utilizando metodologias específicas para esse público.
A
medida também amplia o conceito da educação bilíngue ao fortalecer ambientes
escolares preparados para atender estudantes surdos com professores bilíngues,
materiais pedagógicos adaptados e maior convivência entre alunos que
compartilham a Língua Brasileira de Sinais (Libras), superando o modelo baseado
apenas na presença de intérpretes em salas regulares.
Segundo
informações divulgadas por aliados da ex-primeira-dama, Michelle considera que
a iniciativa atende a uma pauta que sempre defendeu durante sua atuação
pública, especialmente por seu envolvimento com a comunidade surda e com
projetos voltados à educação bilíngue.
A manifestação repercutiu nas redes sociais e no meio político por representar um raro reconhecimento público de uma política implementada por um governo adversário, reforçando a importância da educação inclusiva como tema que ultrapassa divergências partidárias.
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