quinta-feira, 4 de junho de 2026

Vítimas de ataques de tubarão no Grande Recife deixam a UTI e apresentam recuperação estável

Jovem de 19 anos e menino de 11 seguem tratamento em enfermaria após episódios registrados em Piedade e Boa Viagem

Uma notícia de esperança começou a surgir após os dois ataques de tubarão registrados em menos de 24 horas no litoral do Grande Recife. A universitária Marcela Vitória de Lima, de 19 anos, e o menino de 11 anos atacado na praia de Piedade receberam alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Restauração (HR), no Recife.

A informação foi confirmada nesta quinta-feira (4) pela direção da unidade hospitalar, que informou que ambos apresentam quadro clínico estável e seguem em recuperação sob acompanhamento de equipes médicas multiprofissionais.

Os pacientes foram transferidos para a enfermaria, onde continuarão o tratamento e o processo de reabilitação após as graves lesões provocadas pelos ataques.

O primeiro caso aconteceu na tarde do último domingo (31), na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes.

O garoto, cuja identidade é preservada em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), foi socorrido em estado grave após sofrer o ataque. Devido à gravidade dos ferimentos, precisou passar por cirurgia de amputação de uma das pernas e também sofreu lesões em uma das mãos.

Apesar da gravidade inicial do quadro, a recuperação tem evoluído de forma positiva.

Segundo o avô da criança, Manoel Nemezio, o menino já está consciente, se alimentando normalmente e recebendo todo o suporte necessário da equipe médica e dos familiares.

“Ele está se recuperando bem. Além dos cuidados da equipe da Restauração, a família está empenhada no suporte necessário e no acompanhamento. Ele já acordou e está se alimentando normal”, relatou.

Menos de 24 horas depois, na segunda-feira (1º), um novo ataque voltou a causar comoção em Pernambuco.

A universitária Marcela Vitória de Lima, de 19 anos, foi atacada por um tubarão na praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

A jovem sofreu ferimentos gravíssimos e teve uma das pernas amputada após ser mordida pelo animal. O caso mobilizou equipes de resgate, profissionais de saúde e gerou grande repercussão nas redes sociais e na imprensa nacional.

Após dias de tratamento intensivo, Marcela também apresentou melhora significativa e agora segue a recuperação fora da UTI.

Os dois ataques consecutivos voltaram a levantar discussões sobre segurança nas áreas de risco do litoral pernambucano, especialmente em trechos de praias que já possuem histórico de incidentes envolvendo tubarões.

Especialistas reforçam a importância de respeitar a sinalização existente, evitar áreas proibidas para banho e seguir as orientações dos órgãos responsáveis pelo monitoramento das praias. 

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