Ao manter a prisão
preventiva, André Mendonça considerou que ainda persistem os fundamentos que
justificam a medida cautelar. Segundo o ministro, a liberdade do investigado
poderia comprometer a produção de provas e favorecer a continuidade de
estratégias voltadas à ocultação e blindagem de patrimônio.
A defesa de Daniel Vorcaro
sustentava que o empresário estaria reformulando sua proposta de colaboração
premiada e alegou que a prisão domiciliar, em Brasília ou São Paulo, seria
necessária para garantir sua segurança e a de seus familiares.
No entanto, a Polícia
Federal informou ao Supremo que as negociações para um eventual acordo de
colaboração premiada foram oficialmente encerradas no último dia 10 de junho.
As investigações também
apontam que Henrique Moura Vorcaro, pai do empresário, continua administrando
interesses patrimoniais ligados ao grupo econômico investigado. Segundo a
Polícia Federal, há indícios recentes de movimentações financeiras compatíveis
com tentativas de blindagem ou deslocamento de patrimônio.
Em parecer encaminhado ao
STF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou pela
manutenção da prisão. O órgão destacou que a medida cautelar já havia sido
referendada pela Segunda Turma da Corte e que não houve fatos novos capazes de
justificar sua revogação.
Com a decisão, Daniel Vorcaro permanecerá preso preventivamente enquanto prosseguem as investigações conduzidas pelas autoridades federais.
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