Batizada de Operação
Check-in, a ação é conduzida em conjunto com a Controladoria-Geral da União e
tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar por
meio do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos em troca de
favorecimento contratual.
As investigações apontam
para possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa,
lavagem de dinheiro e fraudes em processos licitatórios.
Segundo a Polícia Federal, a
apuração teve origem a partir de elementos encontrados durante a Operação
Firenze, quando foram apreendidos canhotos de cheques que levantaram suspeitas
sobre movimentações financeiras irregulares.
Os indícios coletados
apontam que uma empresa privada responsável pela prestação de serviços
terceirizados de mão de obra ao município teria realizado pagamentos
sistemáticos a um servidor da administração municipal. Até o momento, as
autoridades não divulgaram a identidade do agente público investigado.
De acordo com os investigadores, as irregularidades identificadas concentram-se principalmente em contratos executados no ano de 2020. Somente naquele período, a empresa investigada recebeu cerca de R$ 25,8 milhões da gestão municipal. Desse total, aproximadamente R$ 17 milhões tiveram origem em recursos federais.
A Polícia Federal ressalta
que o possível prejuízo aos cofres públicos pode ser ainda maior, uma vez que a
empresa manteve contratos com a administração municipal em exercícios
anteriores ao período inicialmente analisado.
Para avançar na coleta de
provas, a Justiça autorizou o cumprimento de oito mandados de busca e
apreensão.
A operação mobilizou uma
força-tarefa formada por 32 policiais federais e dois auditores da CGU, que
realizaram diligências em endereços localizados no Recife, em Jaboatão dos
Guararapes e em Cabo de Santo Agostinho, municípios da Região Metropolitana do
Recife.
Os materiais apreendidos
serão analisados e poderão subsidiar novas fases da investigação.
A Polícia Federal informou
que as investigações continuam em andamento e que novas diligências não estão
descartadas. O objetivo é identificar todos os envolvidos no suposto esquema,
rastrear a movimentação dos recursos e dimensionar o eventual prejuízo causado
ao erário.
A operação amplia o cerco dos órgãos de controle sobre contratos públicos financiados com recursos federais e reforça o monitoramento de possíveis irregularidades em processos de terceirização da administração pública.
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