De acordo com o Ministério
da Saúde, cerca de 500 mil doses já haviam sido aplicadas em todo o país desde
o início da campanha de imunização. No período, foram registrados 42 episódios
de reações severas que podem estar associados à vacina, embora ainda não exista
comprovação de relação direta entre os casos e o imunizante.
Durante coletiva de
imprensa, Alexandre Padilha ressaltou que a suspensão ocorre por precaução e
faz parte dos protocolos de segurança adotados pelo sistema nacional de
vigilância em saúde.
“Não há dados para
estabelecer a relação entre as mortes e a vacina diretamente. É um sinal de
alerta para o sistema de vigilância”, afirmou o ministro.
A vacina, considerada um
marco para a ciência brasileira, foi desenvolvida pelo Instituto Butantan e se
destacou por ser a primeira do mundo contra a dengue aplicada em dose única,
além de ser a primeira produzida integralmente no Brasil.
Inicialmente, a imunização
estava sendo direcionada aos profissionais da atenção primária à saúde, grupo
considerado estratégico para a proteção contra a doença.
O Ministério da Saúde
orienta que pessoas que receberam a vacina nos últimos 21 dias procurem uma
unidade de saúde para acompanhamento e monitoramento de possíveis reações
adversas. A recomendação é que qualquer sintoma incomum seja comunicado
imediatamente aos serviços de saúde para avaliação médica.
As investigações sobre os
óbitos e os eventos adversos seguem em andamento. A expectativa do governo
federal é concluir a análise técnica dos casos antes de decidir sobre a
retomada ou não da campanha de vacinação.
A dengue continua sendo uma das principais preocupações de saúde pública no Brasil, especialmente em períodos de maior circulação do mosquito transmissor, o que aumenta a importância do monitoramento rigoroso da segurança dos imunizantes utilizados no combate à doença.
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