O debate sobre a composição
da chapa majoritária que deverá apoiar a governadora Raquel Lyra nas eleições
de 2026 ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (5). Durante entrevista à
TMC, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), defendeu que não
haja imposições ou vetos dentro da Federação União Progressista, formada pelo
União Brasil e pelo Progressistas (PP), especialmente em relação à disputa por
uma das vagas ao Senado Federal.
Pré-candidato ao Senado,
Miguel afirmou que tanto seu projeto político quanto o do deputado federal
Eduardo da Fonte (PP), que também é apontado como possível postulante à Casa
Alta, possuem legitimidade e devem ser tratados com respeito dentro da federação.
“O que eu disse de
forma muito clara é que não pode haver veto de nenhum partido. A federação é
uma parceria e ambos os projetos são legítimos”,
declarou.
A declaração ocorre em meio
às articulações políticas que começam a desenhar o cenário eleitoral
pernambucano para 2026. Com a criação da Federação União Progressista, as duas
legendas passam a atuar conjuntamente no processo eleitoral, o que exige diálogo
para a definição de candidaturas e estratégias políticas.
Miguel reforçou que a
existência de mais de um nome interessado em disputar o Senado não representa
um problema para a federação. Segundo ele, a união entre os partidos não
significa a eliminação das identidades políticas de cada grupo.
Para o ex-prefeito, os
diferentes projetos podem coexistir até o período das convenções partidárias,
quando serão definidas oficialmente as candidaturas que disputarão as eleições.
Além das questões
eleitorais, Miguel Coelho também apresentou algumas das pautas que pretende
defender caso alcance uma cadeira no Senado Federal. Entre as prioridades
citadas estão o fortalecimento da segurança pública, investimentos em
infraestrutura, ampliação da saúde regionalizada, expansão da educação técnica
e melhorias na mobilidade urbana.
O ex-gestor destacou ainda a
necessidade de ampliar a rede de hospitais regionais, fortalecer a formação
profissional por meio das escolas técnicas e avançar em projetos de saneamento
básico como forma de estimular o desenvolvimento econômico.
Segundo Miguel, Pernambuco
precisa recuperar sua capacidade de atração de investimentos e voltar a ocupar
posição de destaque no cenário nacional.
“O nosso objetivo é
fazer Pernambuco voltar a ser protagonista nacional, gerar emprego e melhorar a
qualidade de vida da população”, afirmou.
Nos bastidores da política estadual, a disputa por espaços na chapa governista promete ser um dos principais temas das articulações dos próximos meses, especialmente diante da força política acumulada pelos partidos que integram a Federação União Progressista.
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