sexta-feira, 5 de junho de 2026

Miguel Coelho defende diálogo na Federação União Progressista e rejeita vetos na disputa pelo Senado

 Ex-prefeito de Petrolina afirma que projetos de Miguel Coelho e Eduardo da Fonte são legítimos e podem seguir até as convenções partidárias

O debate sobre a composição da chapa majoritária que deverá apoiar a governadora Raquel Lyra nas eleições de 2026 ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (5). Durante entrevista à TMC, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), defendeu que não haja imposições ou vetos dentro da Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP), especialmente em relação à disputa por uma das vagas ao Senado Federal.

Pré-candidato ao Senado, Miguel afirmou que tanto seu projeto político quanto o do deputado federal Eduardo da Fonte (PP), que também é apontado como possível postulante à Casa Alta, possuem legitimidade e devem ser tratados com respeito dentro da federação.

“O que eu disse de forma muito clara é que não pode haver veto de nenhum partido. A federação é uma parceria e ambos os projetos são legítimos”, declarou.

A declaração ocorre em meio às articulações políticas que começam a desenhar o cenário eleitoral pernambucano para 2026. Com a criação da Federação União Progressista, as duas legendas passam a atuar conjuntamente no processo eleitoral, o que exige diálogo para a definição de candidaturas e estratégias políticas.

Miguel reforçou que a existência de mais de um nome interessado em disputar o Senado não representa um problema para a federação. Segundo ele, a união entre os partidos não significa a eliminação das identidades políticas de cada grupo.

Para o ex-prefeito, os diferentes projetos podem coexistir até o período das convenções partidárias, quando serão definidas oficialmente as candidaturas que disputarão as eleições.

Além das questões eleitorais, Miguel Coelho também apresentou algumas das pautas que pretende defender caso alcance uma cadeira no Senado Federal. Entre as prioridades citadas estão o fortalecimento da segurança pública, investimentos em infraestrutura, ampliação da saúde regionalizada, expansão da educação técnica e melhorias na mobilidade urbana.

O ex-gestor destacou ainda a necessidade de ampliar a rede de hospitais regionais, fortalecer a formação profissional por meio das escolas técnicas e avançar em projetos de saneamento básico como forma de estimular o desenvolvimento econômico.

Segundo Miguel, Pernambuco precisa recuperar sua capacidade de atração de investimentos e voltar a ocupar posição de destaque no cenário nacional.

“O nosso objetivo é fazer Pernambuco voltar a ser protagonista nacional, gerar emprego e melhorar a qualidade de vida da população”, afirmou.

Nos bastidores da política estadual, a disputa por espaços na chapa governista promete ser um dos principais temas das articulações dos próximos meses, especialmente diante da força política acumulada pelos partidos que integram a Federação União Progressista. 

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