A recomendação surgiu após
uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio
norte-americana. O órgão norte-americano alega que o Brasil adota práticas
consideradas "desleais" nas relações comerciais, incluindo políticas
que favoreceriam o sistema de pagamentos Pix em detrimento de empresas
estrangeiras do setor financeiro.
O governo brasileiro
rejeitou as acusações e classificou os argumentos como inconsistentes. Além
disso, avalia que a iniciativa representa uma tentativa de interferência em
questões internas do país e uma medida de caráter protecionista.
Outro ponto utilizado pelo
Brasil nas negociações é o fato de que os Estados Unidos mantêm superávit
comercial na relação bilateral. O governo também destaca que a tarifa média
aplicada pelo Brasil sobre produtos norte-americanos é de apenas 2,7%, percentual
considerado insuficiente para justificar uma sobretaxa tão elevada.
A expectativa é que as
negociações avancem nas próximas semanas. O prazo estabelecido pelo USTR para
uma decisão final é 15 de julho, embora exista a possibilidade de prorrogação.
A equipe econômica
brasileira trabalha para construir uma solução negociada que preserve o fluxo
comercial entre os dois países e evite impactos sobre as exportações nacionais.
Especialistas avaliam que um eventual aumento tarifário poderá afetar a competitividade de produtos brasileiros no mercado norte-americano, tornando as próximas semanas decisivas para o futuro das relações comerciais entre Brasília e Washington.
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