Entre os detidos está Maria
Helena de Sousa Netto Costa, apontada pelas autoridades como uma das líderes de
um dos núcleos criminosos. Segundo a Polícia Federal, o grupo sob sua suposta
coordenação teria movimentado cerca de R$ 45 milhões.
As investigações indicam
que, somados, cinco grupos investigados movimentaram aproximadamente R$ 240
milhões entre os anos de 2018 e 2023. O esquema envolveria a facilitação da
saída irregular de brasileiros para os Estados Unidos, mediante pagamento, com
utilização de rotas clandestinas e documentação fraudulenta.
Maria Helena foi presa em
sua residência, na capital Goiânia. De acordo com a Polícia Federal, ela passou
a ser investigada a partir de 2022, após um grupo de migrantes ser interceptado
no aeroporto de Aeroporto de Congonhas, ocasião em que seu nome foi citado nas
apurações iniciais.
Em nota, a defesa da
investigada classificou a prisão como desnecessária e informou que aguarda
acesso aos autos do processo para apresentar uma análise técnica e adotar as
medidas jurídicas cabíveis.
O caso também tem
repercussão política, já que Maria Helena é sogra do vice-governador de Goiás, Daniel
Vilela. Em posicionamento oficial, ele afirmou que os fatos investigados
remontam a períodos anteriores e não possuem relação com sua atuação, com a de
sua esposa ou com o Governo do Estado.
A operação reforça o combate
a redes de migração ilegal, prática que envolve riscos à segurança dos
migrantes e pode estar associada a outros crimes, como falsificação de
documentos e exploração financeira.
👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:


Nenhum comentário:
Postar um comentário