Condenada
pelo Supremo Tribunal Federal, Zambelli responde a dois processos no Brasil e
está detida no exterior desde julho de 2025. O julgamento em segunda instância
na Itália havia sido concluído em fevereiro, mas a formalização da decisão só
foi enviada agora às autoridades brasileiras.
De
acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, ainda há
possibilidade de recurso por parte da defesa, que dispõe de um prazo de 15 dias
para recorrer à Corte de Cassação. Somente após o esgotamento dessa etapa
judicial o caso será encaminhado ao governo italiano, por meio do Ministério da
Justiça, que terá a palavra final sobre a extradição.
A
ex-parlamentar foi condenada a dez anos de prisão por envolvimento na invasão
de sistemas do Conselho Nacional de Justiça e por falsidade ideológica. As
investigações apontaram atuação conjunta com o hacker Walter Delgatti Neto, que
afirmou ter sido contratado para inserir documentos falsos no sistema do CNJ,
incluindo um mandado de prisão fraudulento contra o ministro Alexandre de
Moraes.
O caso ganhou repercussão internacional por envolver crimes cibernéticos contra instituições do Judiciário brasileiro e por mobilizar mecanismos de cooperação entre países. A eventual extradição de Zambelli representará mais um desdobramento relevante no enfrentamento a crimes digitais e na responsabilização de agentes públicos.
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