Em
pronunciamento televisionado à nação, Sánchez afirmou que o líder
norte-americano está “brincando de roleta russa com o destino de milhões de
pessoas”, ao optar por uma escalada militar no Oriente Médio. Segundo ele,
decisões desse porte podem desencadear consequências globais imprevisíveis.
A
declaração ocorre após Trump ameaçar rever relações comerciais com a Espanha,
em reação à decisão do governo espanhol de não autorizar o uso de bases
militares no sul do país para apoiar operações norte-americanas contra Teerã. O
impasse elevou o tom entre dois aliados históricos no âmbito da Organização do
Tratado do Atlântico Norte.
Sánchez
classificou os bombardeios conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel como
“imprudentes e ilegais”, reforçando que a posição oficial de Madri é contrária
à guerra. “É assim que começam as grandes catástrofes da humanidade. Não se
pode jogar roleta russa com o destino de milhões”, declarou.
A
crise diplomática ganhou novo capítulo com o posicionamento da Comissão
Europeia, que afirmou estar “pronta” para defender os interesses da União
Europeia diante de possíveis retaliações comerciais.
O
governo espanhol sustenta que sua postura está alinhada aos princípios de
defesa do direito internacional e da solução pacífica de conflitos. “A posição
do governo espanhol pode ser resumida em quatro palavras: ‘Não à guerra’”,
afirmou Sánchez, deixando claro que não cederá a pressões externas por temor de
sanções econômicas.
O
episódio evidencia fissuras dentro da aliança ocidental em meio ao agravamento
da crise no Oriente Médio e amplia a incerteza quanto aos desdobramentos
diplomáticos e econômicos do conflito.
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