terça-feira, 3 de março de 2026

Câmara Municipal do Recife arquiva pedido de CPI contra João Campos

             O cenário político da capital pernambucana ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira (3) após a decisão do presidente da Câmara Municipal do Recife, Romerinho Jatobá, de arquivar o pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o prefeito João Campos. O despacho foi publicado no Diário Oficial do Legislativo municipal.

O requerimento havia sido protocolado na segunda-feira (2) pelo vereador Thiago Medina, reunindo 13 assinaturas, entre elas a do vereador Osmar Ricardo, presidente do PT Recife, que retorna à suplência.

Pelo Regimento Interno da Casa, pedidos de CPI não passam inicialmente pelo plenário, cabendo ao presidente analisar se os critérios regimentais e constitucionais foram cumpridos. Ao fundamentar a decisão, Romerinho Jatobá apontou que o requerimento não configurou o chamado “fato determinado”, requisito previsto no artigo 133 do regimento para a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito.

A proposta de investigação tinha como base o episódio envolvendo o concurso da Procuradoria do Recife. O caso ganhou repercussão após um candidato classificado inicialmente em 63º lugar apresentar laudo de Transtorno do Espectro Autista (TEA), solicitar enquadramento como Pessoa com Deficiência (PCD), assumir a primeira colocação na lista específica e ser nomeado. Posteriormente, decisão liminar da Justiça favoreceu o candidato originalmente aprovado na vaga, levando a Prefeitura do Recife a tornar sem efeito a nomeação e empossar o primeiro colocado.

No despacho, o presidente da Câmara destacou que o ato administrativo questionado foi revogado poucos dias depois, afastando impactos à administração municipal. O documento também afirma não haver elementos que indiquem responsabilidade direta do prefeito João Campos ou do procurador-geral do município, Pedro Pontes.

Romerinho ainda argumenta que, pela cronologia dos fatos apresentada, não se evidenciam indícios de tráfico de influência ou nepotismo que justificassem a abertura de investigação parlamentar.

Com o arquivamento, o pedido é encerrado no âmbito da presidência da Casa, salvo eventual novo requerimento que atenda às exigências regimentais. Informações do blog Cenário

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