A esperança da Nova
Política pregada em vários municípios pernambucanos chega ao final de 2017
frustrando eleitores e deixando um rastro de demissões e descontrole
administrativo no município da Pedra, Agreste de Pernambuco, comandada pelo
prefeito socialista Osório Filho (PSB).
Nesta quarta-feira
(09), os ex-secretários Cláudio Mendonça e Popó Vaz confirmaram que a
prefeitura da Pedra deu início as demissões de contratados e a suspensão dos
chamados voluntários, que correspondem a mais de 300 pessoas em todo o
município. Há cerca de três meses sem receber seus salários, os contratados
estão encontrando como resposta a sua aflição a demissão sumária em nome da “crise”. Há cerca de 15 dias a Folha denunciou os salários atrasados dos contratados e a solução, pelo visto, tem sido as demissões.
“Estão sendo
literalmente dispensadas exatamente aquelas pessoas que ganham menos, mais
trabalham e recebem os seus honorários, na grande maioria das vezes, com muito
atraso e agora estão ameaçados de nem os atrasados receberem”, afirma Cláudio
Mendonça, ex-secretário de Planejamento. Aliado a tudo isso, ele revela ainda
que os chamados voluntários já foram avisados que não vão mais receber da
prefeitura.
Para piorar a
situação, segundo o ex-secretário de Governo, Popó Vaz, um diretor
administrativo da Secretaria de Educação, avisou aos contratados que trabalham
no distrito de Santo Antônio que todos serão demitidos e não vão receber os
salários atrasados, entre dois e três meses. O mesmo vale para os voluntários.
“No tempo do
governo Zeca Vaz, o município da Pedra também passou por crise, e ao contrário
desses que dizem fazer a ‘nova política’, ao invés de demitir muitos pais de
família que necessitam desse dinheirinho para sustentar as suas famílias,
cortamos onde poderíamos cortar, economizamos o que poderíamos economizar e
mantivemos o povo empregado, e o melhor: pagando em dia”, concluiu Cláudio
Mendonça.
