O
Parque de Vaquejadas Laurentino Cordeiro Aguiar, em Poção, que deveria servir
para a realização de eventos festivos que movimentariam a economia do
município, virou palco de mais um crime contra a saúde pública. O local está
servindo de espaço para a queima de lixo hospitalar por parte da prefeitura,
segundo denúncia dos vereadores da oposição.
De
acordo com os parlamentares Júnior de Batalha (PSB), Jaciene Freitas (PSB) e
Ruth Enfermeira (PROS), o parque de vaquejada está sendo usado pela prefeitura
de Poção para realizar o descarte do material hospitalar coletado na cidade de
forma totalmente irregular e em local totalmente inadequado.
Vidros
de medicamentos, seringas e outros materiais podem ser vistos nas fotos da
denúncia que os vereadores fizeram ao Ministério Público de Pernambuco. Eles protocolaram
a denúncia nesta quarta-feira (25).
"É lamentável
que um prefeito que se diz que vinha para revolucionar o governo, moralizar,
permita que o lixo hospitalar seja descartado contrariando todas as leis
ambientais e colocando em risco a saúde da população", disse Jaciene Freitas. O mesmo
sentimento é compartilhado pela vereadora Ruth Enfermeira, para quem o prefeito "vem demonstrando todo o descaso para com a saúde pública e o povo de Poção".
Para
o vereador Júnior de Batalha, a cidade de Poção, além desse crime ambiental e
de saúde pública praticado pela prefeitura, tem que conviver com o abandono do parque de vaquejada e com lixo acumulado
por toda parte. “Se antes diziam que o lizo ia assumir Poção, quem está
assumindo a cidade na realidade não é o lizo, mas sim o lixo”, ressaltou o
parlamentar.
Com
a denúncia formulado ao Ministério Público de Pernambuco, o órgão irá notificar
o prefeito Emerson Vasconcelos (PMDB), popularmente conhecido como Merson, para
que dê suas explicações e cumpra a lei que trata da destinação adequada do lixo
hospitalar.

