O
Tribunal de Contas de Pernambuco emitiu Parecer Prévio nesta quarta-feira (19)
recomendando à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a aprovação das
contas do governador Paulo Câmara relativas ao exercício financeiro de 2015. No
entanto, por proposição do conselheiro Dirceu Rodolfo, decidiu instaurar uma
Auditoria Operacional para analisar o subfinanciamento da saúde por parte do
SUS e os gastos efetuados pelo Governo do Estado com as Organizações Sociais
que atuam nessa área.
O
relator do processo foi o conselheiro Ranilson Ramos, que recebeu elogios da
maioria dos colegas, bem como do representante do Ministério Público de Contas
(MPCO), Cristiano Pimentel, pela consistência, profundidade e clareza do seu
relatório.
Apenas
a conselheira substituta Alda Magalhães aprovou o voto, “com ressalvas”,
alegando não ter tido tempo de fazer uma leitura mais aprofundada do voto do
relator porque só foi comunicada às 8h da manhã desta terça-feira de que
substituiria na sessão o conselheiro João Carneiro Campos, que entrou em gozo
de férias.
Ela
explicou que pôs a “ressalva” no seu voto por estar de acordo com os
questionamentos feitos pelo Ministério Público de Contas sobre o excesso de
servidores temporários na estrutura do Estado, gastos excessivos com Organizações
Sociais da área de saúde, pagamento de mais de R$ 1 bilhão referente a juros e
serviço da dívida e a preocupante situação do sistema previdenciário estadual.
