Repercute
bastante em Arcoverde o caso da mãe (Daniele Gomes da Silva) de um garoto de
sete anos, autista, proibido de frequentar a escola por orientação da
Secretaria de Educação do município. Ela estava matriculada na escola Municipal
Rotary Alcides Cursino, mas a mãe foi surpreendida pela direção da escola sobre
a impossibilidade da criança frequentar a sala de aula. A justificativa é a
falta de profissionais capacitados para cuidar do menino. Nas redes sociais,
populares condenaram a atitude da prefeitura que diz colocar a educação como
sua prioridade.
A matéria
foi destaque da Rádio Jornal (Recife), depois que a mãe procurou o Ministério Público
para denunciar o caso. Ela revelou estar frustrada por achar que a escola
poderia receber o filho e que outras crianças também sofrem com a falta de
profissionais capacitados e procura uma explicação.
Em
áudio na reportagem, Daniele Gomes diz que não é só o filho dela que está sendo
prejudicado: “não é só meu filho, tem 38 crianças matriculadas dentro do
município de Arcoverde em várias escolas e todas estão em casa aguardando vir
esses professores”. De acordo com ela, “as professoras que hoje atuam não estão
dando conta e as estão recomendando as mães que não é para levar os filhos para
a escola”.
A
Secretaria de Educação do município, por meio de nota, disse que a criança está
sendo assistida por uma professora da educação especial, mas não é o que a mãe
revela na reportagem da Rádio Jornal. É mais um retrato do governo que coloca a
educação como mote para propaganda e deixa crianças com necessidades especiais
sem o atendimento devido.
