A
Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (17) a operação Sangue
Negro, que investiga o desvio de dinheiro de contratos da Petrobras para o
pagamento de propinas ocorrido a partir de 1997, durante o governo do
ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A ação está relacionada às
investigações de um esquema de corrupção envolvendo a empresa holandesa SBM e a
estatal brasileira.
A
operação cumpre cinco mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Angra
dos Reis (RJ) e Curitiba (PR), além de quatro mandados de prisão preventiva –
dois deles foram expedidos contra pessoas que foram presas durante a Operação
Lava Jato. As buscas foram realizadas nas residências dos investigados e em uma
empresa do ramo de prospecção de petróleo.
A
ação desta quinta tem como alvo principal esta empresa que seria o elo entre a
SBM e a Petrobras. De acordo com as investigações, a empresa recebia repasses
de 3% a 5% de contratos da Petrobras e, desse total, remetia 1% para contas de
empresas no exterior. Os investigadores apontam que esse dinheiro era lavado e
remetido novamente para o Brasil em forma de propina.
Os
crimes investigados pela operação são os de sonegação fiscal, lavagem de
dinheiro, evasão de divisas, entre outros. De acordo com a Polícia Federal, as
investigações da Sangue Negro tiveram início antes da Lava Jato, embora todos
os alvos desta quinta estejam relacionados ao esquema investigado pela
operação.
A
SBM atua como prestadora de serviços para empresas petrolíferas – oferece
aluguel de plataformas, entre outros – e já confessou, durante as investigações
da Lava Jato, ter pago propina a funcionários da Petrobras em troca de contratos
na época do governo tucano de FHC.
