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Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta (11), a operação Vidas
Secas – Sinhá Vitória, para prender suspeitos de participar de um esquema de
superfaturamento das obras de engenharia executadas para a transposição do Rio
São Francisco. Segundo as investigações, empresários do consórcio
OAS/Galvão/Barbosa Melo/Coesa utilizaram empresas de fachada para desviar cerca
de R$ 200 milhões das verbas públicas destinadas às obras, no trecho que vai do
agreste de Pernambuco à Paraíba. Os contratos investigados até o momento são de
R$ 680 milhões.
Ainda
de acordo com a PF, algumas empresas ligadas à organização estariam em nome de
um um doleiro e um lobista investigados na Operação Lava Jato. Ao todo, serão
cumpridos 32 mandados judiciais nos estados de Pernambuco, Goiás, Mato Grosso,
Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Brasília, sendo 24
mandados de busca e apreensão, quatro mandados de condução coercitiva e quatro
mandados de prisão.
Orçado
em R$ 8,2 bilhões, o projeto, de iniciativa federal, tem o objetivo de garantir
a segurança hídrica para 390 municípios dos estados de Pernambuco, Ceará,
Paraíba e Rio Grande do Norte, beneficiando aproximadamente 12 milhões de
habitantes. Iniciada em 2006, a obra tinha orçamento inicial de R$ 4,5 milhões
e, devido aos atrasos, teve o custo praticamente dobrado. Segundo o
Ministério da Integração Nacional, a demora na entrega dos trechos acontece
devido à burocracia na escolha das empresas e na adaptação dos projetos
iniciais.
Através
da construção de quatro túneis, 14 aquedutos, nove estações de bombeamento e
recuperação de 23 açudes existentes na região do Nordeste Setentrional, a
transposição visa a beneficiar, com as águas do Rio São Francisco, 11 bacias da
região com oferta hídrica per capita inferior à considerada ideal pela
Organização das Nações Unidas (ONU). Do G1.
