As
últimas semanas têm sido de engajamento da população e de instituições da
sociedade acerca do combate ao Aedes aegypti. E no que cabe ao poder público, a
expectativa também é de reforço. O Ministério da Saúde (MS) anunciou o envio de
17,9 toneladas de larvicida para estados do Nordeste e do Sudeste, suficientes
para tratar nove bilhões de litros, o equivalente a 3.560 piscinas olímpicas.
Cada quilo do produto pode ser aplicado a 500 mil litros. Apesar disso, outra
medida, a mais propagada, segue no discurso de autoridades sanitárias: impedir
o acúmulo de água limpa em caixas d’água, pneus velhos, vasos de plantas e
outros recipientes é a maneira mais abrangente de impedir o avanço do mosquito.
Em
Pernambuco, onde há 57 cidades em situação de surto pela infestação do inseto e
outras 69 em alerta, larvicidas não estão em falta desde o último mês de
outubro, quando o MS regularizou o fornecimento após um período de atraso. De
acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), a remessa correspondente a
janeiro e fevereiro de 2016, de quatro toneladas, foi enviada antecipadamente e
já é distribuída nos municípios. O montante a ser recebido em razão do reforço
anunciado pelo Governo Federal, entretanto, ainda não foi acertado, segundo a
coordenadora do Programa Estadual de Combate à Dengue e à Chikungunya,
Claudenice Pontes. “De todo modo, não está em falta. Nosso entendimento,
inclusive, é do uso racional desses insumos. O tratamento com larvicidas deve
ser o último recurso. A prioridade é eliminar os focos sem usar química”,
declara.
O
repasse para as prefeituras varia de acordo com informações contidas num
sistema interligado ao da SES, por onde é possível mapear o uso e os depósitos
de larvicidas. A utilização só deve ocorrer em pontos com risco potencial de
proliferação, como recipientes trincados ou que não puderem ser esvaziados ou
vedados. da folhape.
