Por
11 votos a 9, o Conselho de Ética decidiu nesta terça-feira pela
admissibilidade do processo de cassação contra o presidente da Câmara, Eduardo
Cunha (PMDB-RJ), por quebra de decoro parlamentar. Os aliados de Cunha haviam
apresentado vários requerimentos para adiar a votação e, repentinamente,
retiraram todos os pedidos. Cunha é acusado de mentir à CPI da Petrobras, em março, sobre contas
mantidas na Suíça. O parlamentar tem 10 dias úteis para apresentar
sua defesa.
Mais
cedo, pelo mesmo placar, os integrantes haviam votado pela continuidade do
processo sem pedido de vista do relatório do deputado Marcos Rogério (PDT-RO). O
novo relator afirmou ser favorável à abertura do processo e que, para ele, não
caberia pedido de vista.
Aliados
de Cunha negam que ele vá renunciar ao cargo, como disse o deputado Zé Geraldo
(PT-PA), durante bate-boca com tucanos. Segundo o petista, pressionado, Cunha
poderia renunciar ao cargo ainda hoje.
O
relator afirmou que todas as condições para admitir a representação estavam
atendidas. E acrescentou que, em caso de dúvida, nessa fase de admissão da
representação, ela se resolve em favor da sociedade, ou seja, para dar
seguimento ao processo no conselho para análise do mérito.
