terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Conselho de Ética decide levar ação contra Cunha adiante por 11 votos a 9

           Por 11 votos a 9, o Conselho de Ética decidiu nesta terça-feira pela admissibilidade do processo de cassação contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por quebra de decoro parlamentar. Os aliados de Cunha haviam apresentado vários requerimentos para adiar a votação e, repentinamente, retiraram todos os pedidos. Cunha é acusado de mentir à CPI da Petrobras, em março, sobre contas mantidas na Suíça. O parlamentar tem 10 dias úteis para apresentar sua defesa.

Mais cedo, pelo mesmo placar, os integrantes haviam votado pela continuidade do processo sem pedido de vista do relatório do deputado Marcos Rogério (PDT-RO). O novo relator afirmou ser favorável à abertura do processo e que, para ele, não caberia pedido de vista.

Aliados de Cunha negam que ele vá renunciar ao cargo, como disse o deputado Zé Geraldo (PT-PA), durante bate-boca com tucanos. Segundo o petista, pressionado, Cunha poderia renunciar ao cargo ainda hoje.

O relator afirmou que todas as condições para admitir a representação estavam atendidas. E acrescentou que, em caso de dúvida, nessa fase de admissão da representação, ela se resolve em favor da sociedade, ou seja, para dar seguimento ao processo no conselho para análise do mérito.