Deputados
da Frente Parlamentar da Saúde Pública da Câmara Federal vieram ao Recife,
nesta segunda-feira (23), e se reuniram com o governador Paulo Câmara para
discutir a situação do grande número de casos de
microcefalia - em Pernambuco, já são 268 somente em 2015. Entre
os integrantes da comissão o deputado federal Zeca Cavalcanti (PTB).
Também
participaram da reunião o vice-governador, Raul Henry; o secretário da Casa
Civil, Antonio Figueira; o deputado federal Luiz Henrique. Além dos deputados
estaduais Socorro Pimentel; Odacy Amorim; Clodoaldo Magalhães e Simone Santana.
Presidente da frente, o deputado Osmar Terra (PMDB-RS) defendeu uma verba
específica para lidar com os casos no orçamento federal de 2016.
“Queremos
ajudar em termos de orçamento da União. Nós queremos que nesse orçamento já
tenha uma rubrica especifica para ajudar os municípios em estado de emergência
para diminuir o dano”, afirmou, acrescentando que os casos de microcefalia
tendem a crescer, passando de mil notificações.
Terra
acredita que esse pode ser o problema mais grave em saúde pública que o país
enfrentou nos últimos 50 anos. “Se confirmar, como estamos prevendo, que se
confirme o vinculo do vírus zika com a microcefalia, vamos ter um problema
gravíssimo em São Paulo e no Rio de Janeiro em pouco tempo. Não é só um
problema do Nordeste, o vírus já está em 14 estados e a tendência é isso se
agravar”, apontou.
O
próximo passo é uma reunião, ainda esta semana, com secretários de Saúde de
todo o Nordeste, a fim de se traçar os próximos passos que podem ser tomados
pelo poder legislativo para apoiar estados e municípios.
O
secretário de Saúde de Pernambuco, Iran Costa, reforçou a necessidade de se
liberar recursos para os estados de maneira emergencial. “Isso precisa acontecer,
o governo federal precisa apoiar de forma decisiva os estados nordestinos. A
magnitude que as coisas estão tomando precisa de ajuda do governo federal e
apoio mais amplo”, disse.
Notificações
Os dados sobre microcefalia devem ser atualizados na terça-feira (24). Apesar disso, os casos de pessoas com suspeita de zika vão continuar sendo notificados como suspeitas de dengue, enquanto não é resolvida a questão da sorologia específica para diferenciar uma doença da outra.
“A
zika é uma doença que nós estamos descrevendo ainda, os dados que temos na
literatura mundial são muito restritos, não existe informação biológica,
técnica e médica da evolução da zika. Tem muita coisa que a gente vai
determinar. O próprio diagnóstico da zika não é fácil porque não se tem a
sorologia específica para esses casos”, detalhou o secretário de Saúde.
Na
terça (24) e na quarta (25), devem ocorrer reuniões em Brasília para discutir o
tema, além de levar os dados sobre a doença para o Congresso Nacional, segundo
Costa. Do G1.
