Depois
de duas semanas em recesso, deputados retomam, a partir desta segunda-feira
(3), discussões e votações de matérias que ficaram aguardando decisão em
plenário, entre elas, o segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 182/07 da reforma política. O tema começou a ser analisado em plenário
antes das férias parlamentares, mas ainda ficou pendente a questão sobre a
doação de empresas para campanhas políticas.
No
último dia 15, o tema dividiu novamente o plenário e acabou gerando dúvida, o
que adiou a decisão. Parlamentares do PT e do PPS apresentaram destaques para
retirar a possibilidade de partidos receberem dinheiro de empresas. Pelo texto
aprovado no primeiro turno, são permitidas doações de pessoas físicas a
candidatos e a partidos, e de empresas, somente a partidos.
O
presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que disse que vai
priorizar a conclusão da reforma, deve decidir nas próximas horas sobre a
questão de ordem do líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), que disse
que a mudança do texto no segundo turno não pode ser aceita, já que isto
rejeitaria o texto aprovado em primeiro turno.
Para
avançar com o texto que já começou a ser discutido pelos senadores, além de
aguardar a decisão de Cunha, os deputados terão que destrancar a pauta do
plenário que começa presa por dois projetos do Executivo sobre combate ao
terrorismo que tramitam com urgência.
Com
as votações liberadas, a Casa poderá concluir tanto a votação da reforma
política como outros temas mais polêmicos, como a PEC da maioridade penal, o
projeto de lei de correção do FGTS e prestações de contas de governos
anteriores.

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