quarta-feira, 15 de maio de 2019

Arcoverde: Presos dois suspeitos da morte de Henry Pereira, que teria sido queimado antes de morrer

André Vilela é o principal suspeito do crime segundo a Polícia Civil
                Os Delegados Municipal e Regional (19ª AIS) da Polícia Civil de Arcoverde, Israel Lima Braga Rubis e Marcos Virgínio Souto, respectivamente, divulgaram, agora à pouco, nota informando que duas pessoas suspeitas da morte do professor e diretor da Escola Monsenhor José Kherle, Henry Pereira, teriam sido presas com base em prisão cautelar solicitada ao juiz da comarca local. Segundo apurações da Polícia Civil, um casal estaria envolvido no crime que abalou a cidade de Arcoverde na madrugada desta quarta-feira (15) e Henry teria sido queimado antes de morrer após ser golpeado com uma faca ou punhal.

Foram detidos André Vilela dos Anjos e Ayanne Santos de Freitas Bezerra, na qualidade de autor e partícipe do crime, sendo cumpridos os respectivos mandados de prisão, com menos de 24 horas do crime. Os presos foram interrogados, negando a autoria do crime, tendo André Vilela informado que mantinha um relacionamento amoroso homoafetivo com a vítima, há cerca de cinco meses. Ele também confirmou a presença na residência de Henry minutos antes do crime. 

Durante o ocorrido foram subtraídos objetos da vítima, bem como um veículo Chevrolet Prisma, cor branca, o qual foi encontrado queimado pela Polícia Militar na zona rural de Arcoverde. O investigado André Vilela foi flagrado por um circuito de filmagens, saindo da residência da vítima com três bolsas, contendo objetos subtraídos, e usando uma bicicleta de propriedade da vítima. 

A investigação criminal estima que Ayanne Santos de Freitas Bezerra tenha atuado como ‘olheira’, enquanto André e outros, ainda não identificados, praticavam o crime. 

Com base informações a partir de um trabalho integrado da Perícia Criminal, através da URPOC de Arcoverde, e do IML, a polícia traçou a dinâmica do crime e afirma que a vítima foi asfixiada com um saco plástico, e provavelmente, golpeada com uma faca ou punhal, na altura da nuca, por trás da cabeça, bem como teve seu corpo queimado pelas chamas antes de morrer. Tais fatos foram de grande valia, visto que o corpo foi encontrado carbonizado, não sendo possível observar, preliminarmente, lesões que indicassem violência. 

“O inquérito policial continua sendo instruído, através de provas técnicas, no tocante a comparação de amostras de material genético encontrados na cena do crime e em objetos descartados pelos autores, avançando para buscar os demais envolvidos que participaram deste bárbaro crime”, informam os delegados Israel Lima (Seccional de Arcoverde) e Marcos Virgínio Souto (Titular da 156ª Circunscrição de Arcoverde).

Para chegar aos primeiros suspeitos do crime, as polícias civil e militar passaram a atuar juntas para elucidar os fatos, confirmando já nas primeiras horas que o incêndio na casa do professor Henry Pereira tinha sido criminoso, sendo realizada perícia no local, com coleta de material genético. Com base também na coleta de imagens de câmeras de segurança nas proximidades do local do suposto crime foram identificados os primeiros suspeitos (André e Ayanne), localizando-os com apoio do Núcleo de Inteligência da Polícia Militar (NIS 1).

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