segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Servidora da Prefeitura do Recife é vítima de feminicídio; companheiro morre após tirar a própria vida

Juliana Ribeiro, de 39 anos, trabalhava há 12 anos na Ouvidoria do Recife. Crime aconteceu na Zona Sul da capital, durante uma comemoração no domingo (25)

A servidora da Prefeitura do Recife, Juliana Ribeiro, de 39 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-companheiro, de 44 anos, na noite do último domingo (25), no bairro de Cohab, na Zona Sul da capital pernambucana. Após o crime, o suspeito tirou a própria vida.

De acordo com informações divulgadas pelo g1, Juliana participava de uma comemoração durante a apuração dos votos da eleição presidencial quando o ex-companheiro chegou armado ao local e efetuou diversos disparos contra ela. A servidora não resistiu aos ferimentos.

O caso foi registrado pela equipe de Força-Tarefa de Homicídios na Capital como feminicídio consumado e suicídio. A Polícia Civil informou que um inquérito policial foi instaurado e que as investigações estão em andamento.

Juliana Ribeiro trabalhava na Ouvidoria do Recife havia 12 anos. A morte da funcionária provocou manifestações de pesar e solidariedade, incluindo a do prefeito da capital pernambucana, Victor Marques.

Em publicação nas redes sociais, o gestor lamentou o crime e destacou a gravidade da violência contra as mulheres.

“É revoltante que mais uma mulher tenha sua vida interrompida de forma tão cruel e brutal. Não podemos aceitar que a violência continue destruindo vidas, interrompendo histórias e deixando famílias marcadas pela dor”, afirmou.

O prefeito também manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho da servidora.

O feminicídio, caracterizado pelo assassinato de uma mulher por razões da condição do sexo feminino, evidencia a gravidade da violência de gênero e a necessidade de fortalecer as redes de proteção e prevenção.

Mulheres em situação de violência ou pessoas que presenciem ameaças podem buscar orientação e denunciar pelo Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher. Em situações de emergência, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo 190.

A morte de Juliana deixa familiares, amigos e colegas de trabalho enlutados e reforça o alerta para uma violência que continua interrompendo vidas em Pernambuco e em todo o país. 

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