quinta-feira, 22 de outubro de 2026

PF deflagra nova operação para apurar suspeita de obstrução em investigação da Prefeitura do Recife

Batizada de Check-out, ação cumpriu mandados de busca e apreensão no Recife e em Ipojuca; investigado alvo de prisão preventiva não foi localizado e é considerado foragido.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (21), a Operação Check-out, nova etapa das investigações sobre um suposto esquema de corrupção e fraudes em contratos firmados com a Prefeitura do Recife. A ação apura indícios de destruição de provas e tentativa de obstruir as investigações iniciadas em junho, durante a Operação Check-in.

De acordo com a Polícia Federal em Pernambuco, a ofensiva mobilizou oito agentes e cumpriu dois mandados de busca e apreensão, além de uma ordem de prisão preventiva, nos municípios do Recife e de Ipojuca, no Litoral Sul do Estado.

O mandado de prisão, no entanto, não foi cumprido. O investigado não foi encontrado em sua residência habitual e passou a ser considerado foragido. A identidade do alvo não foi divulgada pela corporação, que informou manter diligências para localizá-lo e executar a determinação judicial.

A nova operação busca aprofundar a apuração de uma possível tentativa de comprometer o andamento do inquérito que investiga suspeitas de irregularidades em contratos públicos. Nesta fase, o foco é o possível crime de obstrução de investigação de organização criminosa, previsto na Lei nº 12.850/2013.

Até o momento, a PF não detalhou quais provas teriam sido destruídas nem esclareceu de que maneira o investigado teria atuado para dificultar os trabalhos policiais.

A Operação Check-out é um desdobramento da Check-in, deflagrada em junho deste ano, no âmbito das apurações sobre o suposto esquema envolvendo contratos com a administração municipal do Recife.

As informações sobre a ação foram inicialmente divulgadas pelo portal Metrópoles e posteriormente confirmadas pela Polícia Federal em Pernambuco.

As suspeitas seguem sob investigação. Até que haja conclusão das apurações e eventual decisão judicial, os fatos atribuídos aos investigados permanecem no campo das hipóteses, com respeito à presunção de inocência. 

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