sábado, 31 de outubro de 2026

Força Nacional terá reforço em Mato Grosso do Sul após denúncias de violência contra indígenas Guarani Kaiowá

Ministro da Justiça anuncia ampliação do efetivo e monitoramento de ocorrências em aldeias na região de fronteira com o Paraguai

A Força Nacional deverá ampliar seu efetivo e prolongar a presença em Mato Grosso do Sul para reforçar a segurança de comunidades indígenas Guarani Kaiowá. A medida foi anunciada neste sábado (31) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, durante visita a aldeias da região de fronteira com o Paraguai, após uma série de denúncias de violência e ameaças contra indígenas.

A mobilização ocorre em meio a relatos de violência política registrados após o segundo turno das eleições, que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), mais de 30 casos foram contabilizados na região.

Durante a agenda, o ministro informou que, além do reforço no número de agentes, será adotado um procedimento operacional chamado “Minuto a Minuto”, voltado à identificação e ao atendimento mais rápido de ocorrências consideradas graves ou com indícios de crime.

“Eles estarão sempre no terreno, sempre na área de operações disponíveis para se deslocar onde qualquer ocorrência com aparência criminosa ou severa aconteça”, afirmou Lima e Silva.

De acordo com o ministro, o mecanismo prevê o compartilhamento de imagens e informações sobre a natureza das ocorrências, buscando identificar, sempre que possível, elementos relacionados à autoria e à materialidade dos fatos. O acionamento poderá ocorrer por meio da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal ou forças estaduais.

A comitiva ministerial visitou as aldeias Sassoró, em Tacuru, e Taquapery, em Coronel Sapucaia. A agenda reuniu também o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, e a ministra dos Direitos Humanos, Janine Mello.

Entre os episódios denunciados está uma suposta ameaça de envenenamento da água na aldeia Sassoró. Um áudio que circulou em grupos da cidade de Tacuru motivou preocupação entre os moradores. Há suspeita de envolvimento de um servidor público municipal, informação que ainda demanda apuração pelas autoridades.

Os relatos de agressões, intimidações e ameaças contra comunidades indígenas ganharam repercussão nas redes sociais após o processo eleitoral. O levantamento divulgado pela Apib contabiliza mais de 30 ocorrências, evidenciando a preocupação com a segurança dos povos originários no estado.

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

Nenhum comentário:

Postar um comentário