domingo, 30 de agosto de 2026

Cartazes com ataques a Raquel Lyra são espalhados no Recife; candidatos repudiam material e pedem investigação

Panfletos com acusações sem provas e referências à morte do marido da governadora foram afixados em ruas do Bairro do Recife; Raquel acionou as polícias Federal e Civil

Cartazes com ataques pessoais contra a governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), foram espalhados neste domingo (30) em ruas do Bairro do Recife. O material traz acusações sem provas contra a governadora e faz referências à morte do empresário Fernando Lucena, marido de Raquel, que morreu em 2022.

Após tomar conhecimento da circulação dos cartazes, Raquel registrou boletins de ocorrência junto às polícias Federal e Civil. Nas redes sociais, a governadora afirmou que os ataques, que já vinham sendo registrados no ambiente virtual, chegaram às ruas do Centro do Recife.

Raquel também pediu respeito à família, aos filhos e à memória do marido. A Coligação Pernambuco de Coração informou que pretende acionar o Ministério Público Eleitoral para que o episódio seja investigado e os responsáveis identificados.

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) também condenou a circulação dos cartazes e afirmou não ter qualquer relação com a produção ou distribuição do material.

João declarou que pretende recorrer à Justiça para que sejam identificados os responsáveis pela produção, pelo financiamento e pela distribuição das peças. Ao comentar o episódio, o candidato fez referência à própria experiência com a perda do pai, o ex-governador Eduardo Campos, morto durante uma campanha eleitoral.

Para João, questões familiares não devem ser utilizadas como instrumento de disputa política. O candidato defendeu que a eleição seja marcada pelo confronto de propostas e ideias, sem ataques envolvendo familiares.

A Frente Popular de Pernambuco, coligação que apoia João Campos, informou que seu departamento jurídico acionou, ainda neste domingo, a Justiça Eleitoral, por meio do Ministério Público Eleitoral, solicitando a apuração imediata da autoria, produção e divulgação dos panfletos.

Segundo a coligação, o material vem circulando nas redes sociais e também teria sido afixado em espaços públicos. A Frente Popular reforçou que não participou da produção ou disseminação dos cartazes e afirmou que eventuais tentativas de atribuir falsamente a autoria à coligação, à campanha ou a seus integrantes serão contestadas judicialmente, inclusive na esfera criminal.

O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes se juntou às manifestações de repúdio. Em publicação no X, antigo Twitter, ele defendeu a identificação e responsabilização dos envolvidos na produção e distribuição dos cartazes.

Ivan também manifestou solidariedade a Raquel Lyra e classificou os ataques como incompatíveis com uma disputa eleitoral democrática, defendendo uma investigação para esclarecer a origem do material.

Com manifestações públicas de diferentes candidaturas, o episódio deverá ser levado às autoridades eleitorais e policiais para esclarecer quem produziu, financiou e distribuiu os cartazes.

O caso amplia o debate sobre os limites da disputa eleitoral em Pernambuco e reforça a preocupação das campanhas com o avanço de ataques pessoais e conteúdos sem comprovação, especialmente quando envolvem familiares e acontecimentos de natureza privada.

A expectativa agora é de que as investigações apontem a origem do material e identifiquem os responsáveis, permitindo que eventuais crimes eleitorais ou comuns sejam apurados pelas autoridades competentes. 

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