quinta-feira, 14 de maio de 2026

Mário Frias e produtora de filme sobre Bolsonaro desmentem Flávio e negam dinheiro de Vorcaro

             O deputado federal Mário Frias (PL-SP), que atua como produtor executivo do filme sobre Bolsonaro, e a produtora responsável pelo longa-metragem, a Goup Entertainment, divulgaram notas oficiais negando qualquer participação financeira do banqueiro Daniel Vorcaro na produção. As manifestações entram em choque com declarações recentes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que havia confirmado ter solicitado apoio financeiro ao empresário.

Enquanto Flávio Bolsonaro admitiu publicamente que buscou recursos junto a Vorcaro para viabilizar a conclusão do filme, mencionando inclusive atrasos em parcelas de patrocínio, Mário Frias foi categórico ao afirmar que o projeto não recebeu qualquer valor oriundo do banqueiro.

Segundo o parlamentar, o filme — intitulado Dark Horse e com lançamento previsto para setembro — conta com financiamento privado, mas sem qualquer vínculo com Vorcaro ou empresas sob seu controle.

A produtora Goup Entertainment reforçou essa versão, afirmando que o quadro de investidores da obra não inclui o nome do banqueiro, tampouco recursos provenientes de instituições ligadas a ele.

As declarações distintas entre os envolvidos ampliam os questionamentos sobre a transparência no financiamento do projeto. Isso porque, ao justificar o contato com Vorcaro, Flávio Bolsonaro indicou que havia dificuldades no cumprimento de compromissos financeiros do filme, sugerindo a existência de tratativas mais avançadas. Flávio cobrava de Daniel Vorcaro a quantia de R$ 134 milhões.

Retratando Bolsonaro entre a vida e a morte no leito de hospital após levar uma facada na campanha das eleições de 2018 em Juiz de Fora (MG), o filme foi descrito como um thriller de "baixíssimo orçamento" para padrões americanos pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro e principal idealizador da produção. Pelo visto, o orçamento estourou.

Outro ponto que chama atenção diz respeito ao contexto das conversas. Apesar de integrantes do grupo político sustentarem que não havia suspeitas públicas sobre o banqueiro à época dos contatos, já existiam informações de investigações em andamento envolvendo o empresário.

O episódio ocorre em meio à movimentação política em torno da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, o que amplia a repercussão do caso no cenário nacional. 

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