Segundo o levantamento,
realizado entre os dias 20 e 21 de maio, 88% dos entrevistados que declararam
voto em Flávio Bolsonaro afirmam que ele deve permanecer na disputa
presidencial de 2026. Outros 10% defendem que o senador desista da candidatura,
enquanto 2% disseram não saber.
A pesquisa ouviu 2.004
pessoas em 139 municípios brasileiros e possui margem de erro de dois pontos
percentuais para mais ou para menos.
Apesar do apoio majoritário
entre seus eleitores, o levantamento aponta impacto nas intenções de voto do
senador após a repercussão do caso. Na simulação de primeiro turno, Flávio caiu
de 35% para 31%, enquanto no segundo turno oscilou de 45% para 43%.
Já o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva apresentou crescimento nas projeções eleitorais, passando de 38%
para 40% no cenário de primeiro turno e de 45% para 47% em eventual segundo
turno contra Flávio Bolsonaro.
A pesquisa também revelou
que 64% do eleitorado brasileiro tomou conhecimento das conversas entre Flávio
Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Entre os próprios eleitores do senador, esse índice
sobe para 72%.
Mesmo diante da repercussão,
73% dos apoiadores de Flávio afirmam continuar confiando no parlamentar. Além
disso, 53% consideram que ele agiu corretamente ao pedir apoio financeiro ao
ex-banqueiro para a produção de um filme sobre a trajetória política do
ex-presidente Jair Bolsonaro.
No eleitorado geral, porém,
o cenário aparece mais dividido: 48% defendem que Flávio Bolsonaro abra mão da
candidatura e apoie outro nome, enquanto 44% consideram que ele deve continuar
na disputa.
O levantamento também
simulou um possível cenário sem Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. Nesse
caso, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aparece como principal alternativa
dentro do grupo político bolsonarista.
Entre os eleitores de Flávio, 60% apontam Michelle como primeira opção para substituí-lo. Já no eleitorado geral, ela é citada por 39% dos entrevistados.
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