A
votação, realizada de forma secreta, terminou com 42 votos contrários, 34
favoráveis e uma abstenção. Para ser aprovado, o indicado precisava obter ao
menos 41 votos, correspondente à maioria absoluta da Casa. Com o resultado, a
indicação foi oficialmente arquivada, obrigando o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva a apresentar um novo nome para a vaga.
O
advogado-geral da União, Jorge Messias, falou após ter a indicação ao Supremo
Tribunal Federal (STF) rejeitada pelo Plenário do Senado.
"Sou grato aos votos que recebi. Acho que cada um de nós cumpre um proposito e eu cumpri o meu. Vim hoje, participei, me submeti a uma sabatina de coração aberto, de alma leve. Falei a verdade, o que penso, o que sinto. Agora, a vida é assim, tem dias de vitórias e dias de derrotas. Nós temos que aceitar. O Plenário do Senado é soberano", afirmou Messias.
A
cadeira no Supremo está aberta desde a saída do ministro Luís Roberto Barroso,
que deixou o cargo após aposentadoria no ano passado. A nova indicação
presidencial também precisará passar por sabatina e votação no Senado.
Antes
de chegar ao plenário, o nome de Messias havia sido aprovado na Comissão de
Constituição e Justiça do Senado por 16 votos a 11, indicando um cenário
inicialmente favorável. No entanto, a articulação política nas últimas semanas
alterou o desfecho.
Nos
bastidores, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teve papel central na
construção do resultado, liderando movimentos contrários à aprovação do nome. A
rejeição é interpretada como uma vitória política de Alcolumbre e um revés
significativo para o Palácio do Planalto.
Caso
fosse aprovado, Jorge Messias se tornaria o terceiro indicado ao STF durante o
atual mandato de Lula, que já conseguiu emplacar os nomes de Cristiano Zanin e Flávio
Dino na Corte.
A decisão reforça o protagonismo do Senado no processo de escolha dos ministros do Supremo e evidencia o ambiente político mais complexo enfrentado pelo governo federal na atual legislatura.
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