terça-feira, 28 de abril de 2026

Processo contra o presidente continua e não tem relação com denúncia citada por Luciano na sessão da Câmara

              O processo que apura denúncias contra o presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde, Luciano Pacheco, avança para um momento crucial nesta terça-feira (28), com o encerramento do prazo para apresentação da defesa prévia por parte do parlamentar.

De acordo com vereadores da base governista, o trâmite segue dentro da normalidade regimental, sem qualquer interrupção ou interferência externa. Eles também contestaram declarações recentes do próprio presidente da Casa, afirmando que a menção a um suposto arquivamento não se relaciona ao processo em curso.

“A denúncia citada por ele é de caráter anônimo e não tem vínculo com os fatos que estão sendo analisados pela comissão”, destacou um parlamentar governista, sob condição de anonimato.

A investigação foi oficialmente instaurada após a definição, no último dia 17, da comissão responsável por conduzir o caso. O colegiado é formado pelos vereadores João Marcos (presidente), Paulinho Galindo (relator) e Célia Galindo (membro).

Luciano Pacheco é acusado de exercer atividades de advocacia durante o período em que ocupa a presidência do Legislativo municipal — prática que pode configurar incompatibilidade com a função, dependendo da análise jurídica do caso. Na denúncia, além do caso do Rio de Janeiro, são citados outros julgamentos em que o parlamentar teria participado.

Com a notificação formalizada, foi concedido ao vereador um prazo de cinco dias úteis para apresentação de sua defesa por escrito, prazo este que se encerra nesta terça-feira (28). A partir daí, a comissão dará início à fase de análise das alegações e das provas reunidas.

O próximo passo será a elaboração de um parecer técnico, que poderá recomendar tanto o arquivamento quanto o prosseguimento do processo. Em caso de continuidade, o relatório final será submetido ao plenário da Câmara, onde todos os vereadores deverão votar sobre a eventual cassação do mandato ou não do parlamentar.

O desfecho do caso pode ter impacto direto no cenário político local, já que envolve o chefe do Poder Legislativo municipal em uma investigação que segue acompanhada de perto por aliados e opositores. 

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