terça-feira, 14 de abril de 2026

Lula propõe fim da escala 6x1 e redução da jornada para 40 horas semanais

             Uma mudança significativa nas regras trabalhistas brasileiras começou a tramitar oficialmente no Congresso Nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou, na noite desta terça-feira (14), um projeto de lei que propõe a redução da jornada semanal de trabalho e a substituição do modelo atual de escala 6x1.

A proposta, publicada em edição extra do Diário Oficial, estabelece a diminuição da carga horária máxima de 44 para 40 horas semanais, mantendo a remuneração integral dos trabalhadores. Além disso, prevê a adoção de uma nova escala, com cinco dias de trabalho seguidos por dois dias de descanso remunerado.

De acordo com o texto enviado ao Legislativo, a medida terá aplicação ampla, abrangendo diferentes categorias profissionais regidas pela Consolidação das Leis do Trabalho, incluindo trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas e radialistas.

Outro ponto de destaque é que a proposta também alcança regimes diferenciados e escalas especiais, ampliando o impacto da mudança em diversos setores da economia.

O projeto foi encaminhado com urgência constitucional, mecanismo que estabelece um prazo de até 45 dias para análise por parte do Congresso Nacional. Caso não seja votado nesse período, a pauta legislativa pode ficar trancada até a deliberação da matéria.

Em manifestação pública, o presidente destacou o caráter social da iniciativa, relacionando a proposta à melhoria da qualidade de vida da população. Segundo ele, a redução da jornada representa um avanço nas condições de trabalho e no equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

“A proposta devolve tempo aos trabalhadores e trabalhadoras: tempo para o convívio familiar, lazer e descanso. É um passo importante para um país mais justo”, afirmou.

O governo federal também reforçou que a medida não prevê qualquer redução salarial, mantendo a renda dos trabalhadores mesmo com a diminuição da carga horária.

A proposta agora segue para análise do Congresso, onde deverá passar por debates e possíveis ajustes antes de eventual aprovação. Foto: Ricardo Stuckert/PR

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