quarta-feira, 25 de março de 2026

Justiça suspende assembleia de servidores marcada para esta quinta (26) em Arcoverde

            Uma decisão da 1ª Vara Cível da Comarca de Arcoverde mudou o cenário de mobilização de um grupo de servidores públicos municipais que havia convocado uma assembleia geral extraordinária para esta quinta-feira (26), na sede da CDL do município.

O ato, que vinha sendo articulado por servidores e tinha caráter deliberativo, foi suspenso por determinação judicial em caráter liminar, assinada pelo juiz Cláudio Márcio Pereira de Lima nesta quarta-feira (25).

A assembleia estava prevista para acontecer na CDL Arcoverde e reuniria trabalhadores para discutir pautas relacionadas à organização interna e possíveis encaminhamentos administrativos e sindicais.

Na decisão, o magistrado destaca que a realização de uma nova assembleia neste momento poderia gerar conflitos jurídicos e institucionais, já que o tema em discussão ainda está sendo analisado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco, por meio de um Agravo de Instrumento que ainda não teve julgamento definitivo.

Segundo o juiz, já existe uma decisão anterior com efeito suspensivo que mantém, de forma provisória, os efeitos de uma assembleia realizada em dezembro de 2025, além dos atos decorrentes dela.

Diante disso, a convocação de uma nova assembleia com poder deliberativo poderia provocar sobreposição de decisões e ampliar o conflito existente.

“A realização de nova assembleia […] revela-se apta a ensejar risco concreto de instabilidade jurídica”, destaca trecho da decisão.

O entendimento do Judiciário foi no sentido de preservar o atual estado jurídico até que haja uma definição final por parte do tribunal. A medida, segundo a decisão, busca evitar prejuízos institucionais e garantir segurança nas deliberações futuras.

Com isso, ficou determinada a suspensão da assembleia prevista para o dia 26 de março de 2026, até nova deliberação judicial ou julgamento do mérito do recurso em tramitação.

Apesar da suspensão, a decisão ressalta que a medida não é definitiva. O encontro poderá ser convocado novamente em outro momento, desde que haja segurança jurídica para sua realização.

O caso segue em tramitação e deverá ter novos desdobramentos após análise do recurso pelo tribunal. 

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