Durante o ato, a presidente
da Associação de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado (Assepe), Florentina
Cabral, conhecida como Morena, relatou o sofrimento enfrentado por quem depende
da rede. Segundo ela, muitos servidores precisam se deslocar de cidades como
Arcoverde até Recife em busca de consultas agendadas — e, mesmo assim, retornam
sem atendimento.
“A precariedade é
geral. Não é só em Arcoverde, é em todo o Estado. Companheiros saem de suas
cidades para o Recife em busca de atendimento, e muitas vezes não conseguem”,
afirmou.
Os participantes denunciaram
o subfinanciamento do sistema, atrasos nos repasses e a falta de investimentos
por parte do Governo de Pernambuco. O Sintepe cobra da governadora Raquel Lyra
a adoção de medidas emergenciais para garantir a reestruturação do SASSEPE,
considerado essencial para o atendimento à saúde dos servidores estaduais.
O diretor do Sintepe, Edgar
Luna, alertou que a crise do SASSEPE ultrapassa os limites do funcionalismo.
“Quando o servidor
não é atendido pelo SASSEPE, quem absorve é o SUS, que já opera no limite. Por
isso, a luta precisa do apoio da comunidade”,
destacou.
O SASSEPE vive um dos piores
momentos de sua história, com filas para cirurgias e internações, redução da
rede credenciada, atrasos nos pagamentos e dificuldades de acesso a consultas e
exames tanto na capital quanto no interior.
O Sintepe reforçou que
seguirá mobilizado, ao lado de outras entidades do funcionalismo, pela
valorização do serviço público e pela recuperação do sistema, para que os
servidores voltem a ter atendimento digno e de qualidade.
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