Um
grupo de seis vereadores que integram a oposição ao prefeito Ângelo Ferreira
(PSB), em Sertânia, entraram com uma representação no Ministério Público de
Pernambuco denunciando o não cumprimento da Lei nº 15.818/2016 que exige a
fixação de uma placa no local do evento detalhando os gastos com atrações e
estrutura, bem como a origem dos recursos.
Os
parlamentares também levantaram suspeitas sobre possível indícios superfaturamento na
contratação das atrações da 45ª Exposição Especializada de Caprinos e Ovinos do
município, que se encerra neste domingo (9), segundo noticiou o blog Tribuna do
Moxotó a partir de denúncias de leitores.
Nos
exemplos apontados estão o da banda Fulô de Mandacaru, que
abriu a festa na sexta-feira (7), com um cachê de R$ 60 mil. A mesma banda
tocou na abertura do São João de Arcoverde, dia 17 de junho, considerado
período alto dos cachês das bandas de forró, por um cachê de R$ 20 mil. Outro exemplo
citado é o do cantor Ciel Rodrigues que se apresenta em Sertânia com um cachê
de R$ 68 mil se apresentou em Calumbi na semana passada por R$ 27 mil.
Os
parlamentares ainda citaram em sua denúncia a apresentação do cantor Jonas
Estigado que se apresentou em Jataúba por R$ 50 mil e agora canta em Sertânia
por R$ 95 mil. Na lista citada pelos parlamentares ainda tem o cantor Zeca Bota
Bom que se apresentou na semana passada em Mirandiba por R$ 15 mil e toca em
Sertânia por um cachê de R$ 25 mil.
A
representação feita ao Ministério Público de Pernambuco foi assinada pelos
vereadores Orestes Neves (PT), Vino Veras (PTB), Junhão Lins (PSDB), Damião
Silva (PCdoB), Cícero Evandro (PCdoB) e Dorgival Rodrigues (PSD).
