Três
dos principais serviços de radioterapia do Estado estão sob ameaça de restrição
no atendimento, e centenas de pacientes oncológicos podem ficar sem tratamento.
A denúncia, levada formalmente ao Ministério Público de Pernambuco por médicos
e diretores das instituições, está sendo considerada prioridade na pauta do
MPPE. Uma audiência em caráter de urgência foi convocada para o dia 19.
O
problema envolve os serviços do Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP), o
Instituto de Radioterapia Waldemir Miranda (IRWAM) e o Instituto Ivo Roesler,
estes últimos são unidades particulares conveniadas ao SUS. Todos são no
Recife. As informações apontam que a máquina do HCP está velha e opera com
baixa emissão de radiação, devendo ser aposentada no próximo dia 17. Situação
igual à do equipamento do IRWAM, que deve deixar de funcionar até fevereiro. No
Ivo Roesler, o serviço amarga um débito do SUS de quase R$ 2,3 milhões, o que
deve acarretar o descredenciamento.
Na
portaria publicada no Diário Oficial do MPPE, a máquina do HCP e do IRWAM serão
desativadas devido ao decaimento de rendimento da fonte radioativa para níveis
abaixo do permitido para a Anvisa. Esse nivelamento é o que garante que a
exposição é capaz de tratar os tumores. O HCP informou que para suprir o
déficit, a alongamento do tempo de tratamento dos pacientes, a fim de
compensar, com uma quantidade maior de sessões de radioterapia, o baixo índice
de radiação emitido para fins terapêuticos.
O
HCP disse ainda que está em negociação com a Agência Pernambucana de Vigilância
Sanitária (Apevisa), a fim de garantir a prorrogação por seis meses do prazo de
funcionamento do referido equipamento, tempo este suficiente para que o
hospital venha a adquirir uma nova bomba de cobalto. O hospital não revelou o
número de pacientes.
O
diretor administrativo do IRWAM, João Eudes Carvalho, contou que no serviço são
quase 70 pacientes do SUS já em tratamento e 30 na espera. Da Folhape.

