O presidente do Senado, senador Renan Calheiros
(PMDB-AL), disse nesta terça-feira que o Congresso não deveria "cruzar os
braços" neste momento, indicado que não deve haver recesso de final de
ano. Renan disse que parar de trabalhar agora poderia fragilizar a própria
representação política e agravar as crises econômica, política e social.
Até
a última sexta-feira, Renan era favorável ao recesso a partir de 22 de
dezembro, mas mudou de posição depois de a presidente Dilma Rousseff ter pedido
a convocação do Congresso. Cobrado em Plenário, o presidente do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), defendeu a continuidade dos trabalhos do Congresso.
O
presidente do Senado disse que há cinco hipóteses para que não haja recesso.
Mas citou apenas as constitucionais, de convocação pelos presidentes da
República, da Câmara e do Senado. Ele não citou a questão da votação ou não da
LDO, justamente porque há interpretações diferentes sobre se a não votação da
LDO suspende ou não o recesso.
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Não me considero nem governista, nem oposicionista. Quando o PMDB teve que
qualificar a aliança, meu partido errou bastante. Não sou presidente do
Congresso do PMDB, procuro ter sempre isenção — disse Renan.
