terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Ministro do STF suspende andamento do processo de impeachment

         O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira suspender qualquer atividade parlamentar relativa ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff até a próxima quarta-feira, dia 16, quando o plenário do tribunal vai decidir qual o rito deve ser adotado para o caso. Na ocasião caberá a Corte analisar se os atos que já foram praticados – como a votação da chapa – são ou não válidos. Até então, o quejá foi feito continua preservado.

"Com o objetido de evitar a prática de atos que eventualmente poderão ser invalidados pelo Supremo Tribunal Federal, obstar aumento de instabilidade jurídica com profusão de medidas judiciais posteriores e pontuais, e apresentar respostas céleres aos questionamentos suscitados, impende promover, de imediato, debate e deliberação pelo Tribunal Pleno, determinando nesse curto interregno, a suspensão da formação e a não instalação da Comissão Especial, bem como a suspensão dos eventuais prazos, inclusive aqueles, em tese, em curso, preservando-se  ao menos até a decisão do STF prevista para 16/12, todos os atos até o momento praticados", escreveu o ministro.

A decisão foi tomada no julgamento de um pedido feito horas antes pelo PC do B. O partido queria garantir que a votação para escolher os integrantes da comissão do impeachment, na Câmara, fosse aberta. O partido também queria barrar a apresentação de chapa avulsa da oposição. Para o PC do B, o correto seria que os integrantes da comissão fossem oficialmente indicados pelos líderes dos partidos, e não por representantes de blocos.

“De acordo como o artigo 19 da lei 1.079, de 1950, a comissão especial é composta por todos os partidos que tenham representação na Casa, o que aponta que a indicação do representante de cada partido deve ser feita pela própria agremiação. Quando deputados optam por fazer dissidência à indicação do líder, portanto, contrariam a decisão do partido político e a própria disposição legal”, argumentou o PC do B.

Quando Fachin decidiu, a sessão já tinha acontecido, com votação secreta. Houve tumulto no plenário, inclusive com a quebra das urnas eletrônicas instaladas para a votação. A sessão em que seriam definidos os outros nomes dos integrantes da comissão na Câmara não poderá ocorrer até a decisão final do STF.