terça-feira, 2 de julho de 2019

Moro se esquiva de respostas e cala-se se PF solicitou dados de Glenn ao Coaf


           Questionado por várias vezes se a Polícia Federal solicitou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) um relatório sobre as atividades financeiras do jornalista Glenn Greenwald, editor do The Intercept Brasil, como informou o site O Antagonista, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, não respondeu e desconversou.

A Polícia Federal é subordinada ao ministro Moro, e segundo o site teria pedido ao Coaf uma investigação sobre as movimentações financeiras do jornalista Glenn Greenwald, responsável pela série de conversas vazadas que revelam o conluio do ex-juiz com procuradores da Lava Jato para perseguir e condenar o ex-presidente Lula.

Para o advogado, ex-presidente da OAB do Rio de Janeiro e ex-deputado federal, Wadih Damous, se confirmada a informação, Moro terá cometido o crime de improbidade administrativa. Isso porque tal pedido só pode ser feito por meio de medida judicial e com justificativa para tal quebra de sigilo.

Em praticamente toda a sessão da CCJ, Moro reptiu o discurso de que não reconhece o conteúdo das conversas. Questionado pelo deputado Alessandro Molon se “o senhor nega a autoria de alguma mensagem específica”, Moro também se esquivou.

A entidade internacional Freedom of the Press Foundation (Fundação da Liberdade de Imprensa) cobra do governo brasileiro o fim da perseguição ao jornalista estadunidense Glenn Greenwald, editor do site The Intercept, que publica vazamentos envolvendo o ministro da Justiça, Sergio Moro, e procuradores da Lava Jato.

"O governo brasileiro deve suspender imediatamente as investigações sobre Glenn Greenwald e The Intercept Brazil", defende a entidade. Texto publicado em seu site aponta que "os ataques de Bolsonaro e Moro têm crescido severamente" contra o jornalista após os vazamentos.

Durante a audiência na Câmara em que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, foi sabatinado sobre as conversas com procuradores da Lava Jato divulgadas pelo site The Intercept Brasil, a jornalista Mônica Waldvogel, da GloboNews, sugeriu, via Twitter, que o ex-juiz federal comete crime de abuso de autoridade ao colocar a Polícia Federal na “cola” de Glenn Greenwald, jornalista responsável pelo site que deu luz ao comportamento de Moro enquanto juiz.

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