quinta-feira, 9 de maio de 2019

Lula Cabral vira réu por suspeitas de desvios em fundo de previdência


         O prefeito afastado do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, ficou por quase três meses preso no Centro de Triagem e Observação Criminológica (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, mas foi solto em janeiro após habeas corpus concedido pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli. A relatora do caso na Suprema Corte é a ministra Cármen Lúcia, mas, como havia recesso do Judiciário, Toffoli ficou responsável, momentaneamente, pelo processo. No Tribunal Regional Federal, o relator do processo é o desembargador federal Edilson Nobre. 


O TRF-5 também decidiu enviar o processo de outros seis dos 11 investigados na ação para a Justiça Federal porque eles não têm foro privilegiado como o prefeito Lula Cabral e os outros quatro servidores. 

Desde o início da Operação Abismo, o Cabo de Santo Agostinho é administrado pelo vice-prefeito Keko do Armazém (PDT). Apesar do habeas corpus concedido pelo STF a Lula Cabral em janeiro, ele deve ficar afastado por 180 dias (até julho) da prefeitura do município. 

O Diario tenta contato com a defesa dos investigados, mas ainda não obteve resposta dos advogados. 

Veja abaixo os que se tornaram réus após decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região: 

-Lula Cabral (PSB), prefeito afastado do Cabo de Santo Agostinho: gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e corrupção passiva;

-André da Câmara Barros Maciel, ex-genro de Lula Cabral e acusado de receber, em espécie, R$ 6 milhões da empresa Bittenpar Participações S.A. O dinheiro teria sido trazido de São Paulo em uma aeronave particular em novembro de 2017. André responde por lavagem de dinheiro e corrupção passiva;

-Célia Verônica Emídio Dutra, ordenadora de despesa do Caboprev, suspeita de gestão fraudulenta;

-Antonio Gilson Falcão Faisbanchs, ordenador de despesa do Caboprev, responde por gestão fraudulenta;


-Luiz Alves de Lima Filho, conhecido como Lula Lima, ex-secretário municipal de gestão, responde por gestão fraudulenta.

Tiveram inquérito remetido à Justiça Federal, na primeira instância:

-Daniel Pereira da Costa Lucas (conhecido como Pastor Daniel), integrante da Terra Nova Gestão de Recursos e acusado de participar das negociações para a transferência do dinheiro do Caboprev; 

-José Barbosa Machado Neto, administrador e sócio majoritário da Bittenpar Participações S.A.  

-Leonardo Leite Mota, Marco Aurélio Carvalho das Neves, Gean Iamarque Izídio de Lima e Anísio Mendes, integrantes da Terra Nova Gestão de Recursos. 





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