quarta-feira, 18 de julho de 2018

Artistas reclamam de atrasos no pagamento de cachês pelo governo Paulo Câmara


     O grupo de artistas Coletivo Pernambuco divulgou nesta terça-feira (17) um manifesto contra o atraso do Estado em pagar os cachês do Carnaval 2018. A denúncia, assinada por seis grupos musicais - entre eles a A Banda de Pau e Corda e o Quinteto Violado, e onze artistas como Marrom Brasileiro, Maestro Spok, Nena Queiroga e Almir Rouche, reclama do "desrespeito e falta de compromisso" do governo estadual com a classe de artistas e músicos pernambucanos.

Segundo eles, a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco - Fundarpe, órgão da Secretaria Estadual de Cultura, e a Empresa de Turismo de Pernambuco - Empetur, vinculada à Secretaria Estadual de Turismo, responsáveis pelo incentivo aos carnavais municipais, "não se pronunciam e nem explicam o motivo desse imenso e danoso atraso. Até o momento nada foi pago e nenhum esclarecimento nos foi dado", afirmam.

Alguns artistas já haviam se manifestado pelas redes sociais, demonstrando a insatisfação com os atrasos nos pagamentos das apresentações para eventos promovidos pelo Governo do Estado. O vocalista da Banda de Pau e Corda, Sérgio Andrade, diz que antes mesmo do Carnaval o grupo já vinha pleiteando falar com o governador Paulo Câmara sobre os problemas recorrentes a cada ano.

Segundo ele, a carta de apresentação do Coletivo Pernambuco, criado há quase um ano para representar os artistas que formavam o "Grupo de Carnaval", já falava dos atrasos e de outros pontos polêmicos da classe artística junto à Secretaria Estadual de Cultura. "Tudo continua do mesmo jeito. A gente não aguenta mais", desabafou.

O artista e apresentador cultural Sérgio Gusmão, integrante do Aurora dos Carnavais, que reuniu 29 blocos líricos, numa única apresentação antes do Carnaval deste ano, diz que o tratamento é histórico.

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