Documento
pede voto em defesa da democracia, dos pobres e dos valores humanitários e
critica posições atribuídas ao candidato em temas como direitos trabalhistas e
soberania nacional.
Uma
carta assinada por 35 bispos católicos de diferentes dioceses do Brasil colocou
a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) no centro de críticas sobre
democracia, soberania nacional e direitos sociais. Divulgado nesta quinta-feira
(22), o documento classifica a candidatura como uma ameaça à “existência
da democracia, a soberania nacional e a prática do bem comum”.
A
carta, divulgada pela Folha de S.Paulo e repercutida pelo jornal O
Globo, convoca os católicos a votarem “em defesa da democracia, dos
valores humanitários, dos pobres”. Os religiosos afirmam que o cenário
eleitoral é “muito grave” e sustentam que a disputa vai além de uma escolha
eleitoral convencional, podendo representar uma mudança profunda nos rumos do
país.
Sem
citar nominalmente Flávio Bolsonaro em todos os trechos, os bispos apresentam
críticas que associam a uma das candidaturas em disputa, apontando divergências
com princípios da doutrina social da Igreja Católica.
Entre
os pontos destacados está a posição atribuída ao candidato sobre o fim da
escala de trabalho 6x1. Segundo a carta, a candidatura contrária à proposta não
reconheceria a dignidade dos trabalhadores e poderia retomar essa posição.
O
documento também critica o que classifica como promessa de submissão aos
Estados Unidos e menciona a participação de um dos candidatos em articulações
relacionadas à taxação de produtos brasileiros, em referência ao tarifaço
determinado pelo presidente norte-americano Donald Trump.
Outro
trecho faz referência ao histórico político da família Bolsonaro. Os
signatários citam o fato de Flávio ser filho do ex-presidente Jair Bolsonaro,
condenado e preso por atentados à democracia. A carta também aponta declarações
do senador que, na avaliação dos religiosos, representariam ameaças à ordem
constitucional.
Os
bispos ainda contestam a afirmação atribuída ao candidato de que governaria com
maioria absoluta no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF).
A divulgação do documento ocorre na reta final da campanha presidencial, em meio à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. Os religiosos defendem que o voto considere princípios como dignidade humana, justiça social, democracia e proteção aos mais pobres.
👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:
.png)

Nenhum comentário:
Postar um comentário