quinta-feira, 14 de maio de 2026

João Campos projeta novo ciclo de desenvolvimento e critica ritmo de ações em Pernambuco

             O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), afirmou nesta quarta-feira (13) que o estado precisa recuperar seu protagonismo no Nordeste e adotar um novo ritmo de desenvolvimento. Em entrevista à Rádio Hits, o socialista destacou que há uma sensação de estagnação e defendeu mudanças na forma de gestão pública.

“Pernambuco pode voltar a ser o grande estado do Nordeste. O meu sentimento é que as coisas no estado ficaram na prateleira”, declarou.

Durante a entrevista, João Campos reforçou que está preparado para assumir o governo e implementar um novo modelo administrativo, baseado em inovação, investimentos e ampliação de políticas públicas.

“Para fazer coisa nova, diferente, moderna, coisa que ninguém fez e que nenhum estado do Brasil vai conseguir fazer, a gente vai fazer aqui. Então, eu estou aqui porque eu acho que eu posso fazer mais”, afirmou.

Ele também destacou que pretende ir além das ações realizadas por seu pai, o ex-governador Eduardo Campos:

“Eu tenho certeza de que estou pronto para ser um grande Governador de Pernambuco. Vou fazer o que meu pai fez e também o que ele não conseguiu fazer.”

Sem citar diretamente a atual gestão, João Campos criticou o ritmo de execução de políticas públicas, especialmente em áreas consideradas essenciais.

“Não dá para você fazer o básico, uma manutenção e achar que é isso. A gente tem que criar um novo ciclo de desenvolvimento”, disse.

Ao abordar a construção de creches, tema que foi uma das promessas da atual administração estadual, ele voltou a cobrar mais rapidez:

“Se quiser esperar 40 anos para ficar tudo pronto, fica. Agora, se quiser fazer em 2 ou 3 anos, é preciso mudar a forma de fazer.”

O pré-candidato também ressaltou a importância de uma gestão com senso de urgência, lembrando experiências vividas durante o governo de Eduardo Campos.

“A gente tem que ter senso de urgência. Não é fazer tudo de qualquer jeito, mas é fazer bem feito e fazer rápido.”

Ele citou ainda momentos em que acompanhou o pai em agendas internacionais, reforçando a necessidade de atrair investimentos para o estado:

“Eu estava com 16 anos, na China, vendo meu pai trazer investimentos para Pernambuco. Por isso eu tenho esse senso de urgência.”

João Campos garantiu que sua pré-campanha será pautada pelo debate de ideias, evitando ataques pessoais e priorizando a apresentação de soluções.

“Eu vou debater o estado, vou mostrar como as coisas estão e o que pode ser feito para melhorar. Não vou atacar, agredir ou desqualificar ninguém.”

Ele também destacou a construção de uma aliança política ampla:

“Todo mundo sabe o que eu penso, mas sabe também que pode contar comigo para formar alianças amplas, com gente da esquerda, do centro e até da centro-direita.”

Outro ponto abordado foi a concentração de empregos na capital. João afirmou que é necessário ampliar oportunidades para o interior do estado.

“Eu lamentei quando vi que a capital gerou mais empregos do que o estado. A gente precisa levar esses empregos para outras cidades.” 

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