segunda-feira, 13 de abril de 2026

TRE-PE suspende pesquisa que apontava empate entre Raquel Lyra e João Campos

           O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco determinou a suspensão imediata da divulgação de uma pesquisa de intenção de voto que vinha repercutindo no cenário político estadual. O levantamento, registrado sob o nº PE-02184/2026 e realizado pelo Instituto Veritá, indicava empate técnico entre a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito do Recife João Campos.

A decisão foi tomada pelo relator do caso, o desembargador Fernando Braga Damasceno, após análise de uma representação protocolada pelo Movimento Democrático Brasileiro em Pernambuco.

De acordo com a decisão, o instituto responsável e os meios de comunicação vinculados à pesquisa devem retirar o conteúdo do ar no prazo de até 24 horas. Em caso de descumprimento, foi estipulada multa diária de R$ 10 mil.

O magistrado considerou que há indícios de inconsistências técnicas no levantamento, o que comprometeria a confiabilidade dos dados apresentados ao eleitorado.

Entre os pontos levantados na ação, estão possíveis falhas no plano amostral, ausência de informações obrigatórias e inconsistências na descrição metodológica da pesquisa.

Na avaliação do relator, essas irregularidades podem impactar diretamente a credibilidade do levantamento e gerar influência indevida sobre a opinião pública, especialmente em um contexto pré-eleitoral.

O MDB, autor da representação e integrante do campo político ligado a João Campos, defendeu a necessidade de rigor no cumprimento das normas eleitorais.

Para o presidente estadual da sigla, Raul Henry, a medida busca preservar a lisura do processo:

“Não se pode normalizar a divulgação de pesquisas com fragilidades técnicas que possam distorcer o cenário político.”

Ele acrescentou que o partido seguirá atento à fiscalização de levantamentos eleitorais, com o objetivo de garantir transparência e equilíbrio na disputa.

A suspensão da pesquisa ocorre em um momento de intensificação das articulações políticas em Pernambuco, onde diferentes grupos buscam consolidar posições para as eleições de 2026.

A decisão do TRE-PE reforça a importância do cumprimento rigoroso das exigências legais na divulgação de pesquisas eleitorais, consideradas ferramentas sensíveis na formação da opinião pública. 

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