segunda-feira, 27 de maio de 2019

Zirleide: ‘Prefeita lança nota vazia e não explica confusão em licitação do São João’

         A Prefeita de Arcoverde, Madalena Britto (PSB), por meio de sua assessoria de imprensa, divulgou hoje uma nota tentando explicar o imbróglio da licitação que visa privatizar os espaços públicos dos pólos juninos do São João 2019. Para a vereadora Zirleide Monteiro (PTB), “a prefeita se utilizou de uma nota vazia, sem explicar nada e ainda termina assumindo que errou ao se contradizer na nota mal elaborada e mal construída por sua assessoria”.

Na nota, a prefeitura de Arcoverde diz: “Sobre notícias veiculadas em redes sociais e blogs de internet acerca da Licitação para a habilitação de empresa para atuar no São João 2019, a Prefeitura de Arcoverde esclarece que o processo licitatório seguiu rigorosamente todas as exigências previstas na legislação em vigor. Nada há que se questionar neste processo licitatório, conduzido pela CPL – Comissão Permanente de Licitação do município, com todo zelo, lisura, transparência e legalidade. Se alguma empresa, porventura, não foi aceita no certame, trata-se de descumprimento de prazo, de inadequação de documentos ou de não obediência às exigências do Edital.  Sobre suposta análise da licitação por parte do Tribunal de Contas do Estado, até o momento a Prefeitura de Arcoverde não recebeu qualquer notificação do TCE”. A nota pra variar não tem nem a assinatura da prefeita e nem da Secretária de Cultura, responsável pela licitação dos espaços.

Segundo a vereadora Zirleide Monteiro a prefeita se contradiz ao dizer que se porventura alguma empresa não foi aceita é que teria descumprido o prazo, ou inadequação de documentos e não obedeceu ao edital. Ela questionou cada um dos pontos da frágil nota oficial.

Primeiro: a empresa O Cazarão estava lá antes de começar a sessão, ao meio-dia, juntamente com outra empresa que também foi barrada, entrando só as três que a prefeitura queria. Estava de posse dos dois envelopes exigidos e toda a documentação de seus representantes, portanto não descumpriu nenhum prazo.

Segundo: como a prefeita pode falar em inadequação de documentos se a pregoeira nem os documentos da empresa recebeu? Porque não recebeu? É o que queremos que explique.

E terceiro: qual foi a desobediência do edital se a empresa esteve no horário correto, no local marcado, com todos os documentos de habilitação em um envelope, as propostas de preços em outro envelope e o tudo o que era exigido no edital?

“O que estamos assistindo é uma verdadeira enrolação. A prefeita lança uma nota ridícula, sem fundamentos, sem explicar e justificar nada e acha que tudo isso fica por isso mesmo? Ela diz que não foi notificada pelo TCE e realmente foi não, afinal somente hoje levamos ao tribunal a balbúrdia da comissão de licitação da prefeitura. O povo de Arcoverde quer saber senhora prefeita: a quem a senhora quer beneficiar com essa licitação?”, questionou a vereadora Zirleide Monteiro.

Entenda o caso: Na manhã da sexta-feira (24) a licitação que a Prefeitura de Arcoverde realizava para escolher a empresa que irá explorar os espaços públicos que compõe os pólos juninos foi marcada pela discriminação e recusa da documentação de uma empresa que chegou ao local e horário determinado pelo edital do processo licitatório PMA Nº 017/2019. Quatro empresas se apresentaram (HDF Produções e Eventos LTDA ME, MRC Gomes da Silva ME, Promofestas LTDA ME e Tarciano Teixeira de Assis ME), mas a leiloeira da CPL (Comissão Permanente de Licitação) se recusou a receber a documentação para credenciamento da empresa Tarciano de Assis Teixeira ME (O Cazarão), que tem sede em Arcoverde, levada pelo seu representante, contrariando a Lei das Licitações aonde ninguém pode ser impedido de participar de um processo licitatório público.

Postar um comentário

Whatsapp Button works on Mobile Device only

Start typing and press Enter to search