terça-feira, 2 de abril de 2019

Países árabes condenam decisão de Bolsonaro de instalar escritório brasileiro em Jerusalém


                O anúncio de que o governo brasileiro pretende abrir um escritório comercial em Jerusalém provocou reações entre autoridades palestinas no Brasil e no exterior.
Ainda no domingo (31), em resposta ao anúncio da abertura do escritório brasileiro, o ministro das Relações Exteriores da Autoridade Palestina condenou o que chamou de “agressão direta contra o povo e os direitos dos palestinos”, afirmando que o governo de Jair Bolsonaro havia cedido às “pressões americanas e israelenses que têm o objetivo de perpetuar a ocupação e os assentamentos israelenses em territórios palestinos”.

O governo palestino também afirmou que convocaria seu embaixador em Brasília para consultas, o que na linguagem diplomática sinaliza um estremecimento nas relações bilaterais.

Demonstrando sua insatisfação, o embaixador da Palestina, Ibrahim Alzeben, informou ao Jornal Nacional em Brasília que, apesar de um comunicado divulgado pela Autoridade Palestina, ele ainda não recebeu ordens para, em suas palavras, “arrumar as malas”.

Alzeben disse, no entanto, que espera que o governo brasileiro volte atrás, e reiterou o convite para uma visita do presidente brasileiro aos palestinos.

Prejuízo - Países do Oriente Médio, sem contar Israel (Emirados Árabes, Turquia, Egito, Arábia Saudita, Irã, Palestina, Bahrein, Catar, Chipre, Iêmen, Jordânia, Kuwait, Líbano e Omã e Síria), importaram US$ 14,223 bilhões do Brasil em 2018, segundo dados do Ministério da Economia. Esse valor representou 5,92% de todas as vendas externas do país no ano passado (US$ 239,889 bilhões). Somente para Israel, o Brasil exportou US$ 321 milhões no ano passado.

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