quinta-feira, 7 de março de 2019

Justiça autoriza abertura de investigação sobre suposta 'candidata-laranja' do PSL em PE

Foto reprodução TV globo
              O Tribunal Regional Eleitoral em Pernambuco (TRE-PE) autorizou a Polícia Federal (PF) a investigar o caso de Lourdes Paixão, candidata do PSL a deputada federal nas eleições 2018 suspeita de ter atuado como "laranja". A PF informou, nesta quinta (7), que deve abrir nos próximos dias o inquérito sobre as supostas irregularidades na aplicação de recursos de fundo partidário, mas adiantou que não vai repassar detalhes. O caso tramita em segredo de Justiça.

A candidata recebeu R$ 400 mil de verba pública eleitoral doada pelo PSL nacional nas eleições de 2018, mais do que o repassado para a campanha de Jair Bolsonaro à presidência. Ela obteve 274 votos nas eleições de 2018.

A denúncia sobre suspeita do uso de 'laranja' foi o estopim de uma crise no governo federal, que resultou na demissão do então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. Durante as eleições, Bebianno era presidente nacional do PSL, mas ele negou que tenha sido responsável pela escolha dos candidatos que receberam dinheiro do fundo partidário em Pernambuco.

Em nota, o TRE explicou que casos envolvendo eleição e fundo partidário necessitam autorização da justiça eleitoral para serem investigados. A permissão para abertura de inquérito sobre a campanha de Lourdes Paixão foi dada no dia 27 de fevereiro.

Lourdes depôs à Polícia Federal no Recife no dia 20 de fevereiro. O advogado dela, Ademar Rigueira, não soube informar o endereço da gráfica, onde ela gastou R$ 380 mil durante as eleições. Ele afirmou que todo o dinheiro recebido foi gasto na confecção de adesivos e santinhos. 

A candidata também é investigada pela Polícia Civil de Pernambuco, que apura o possível desvio de dinheiro público. O endereço da gráfica utilizada pela candidata foi alvo de divergências. No local indicado na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no bairro do Arruda, Zona Norte do Recife, funcionava uma oficina onde a empresa deveria funcionar.

Segundo os funcionários da oficina de funilaria, o estabelecimento funciona no galpão desde, ao menos, março de 2018, sete meses antes da eleição. Em outro endereço, no bairro dos Aflitos, também na Zona Norte, funcionam um café, uma papelaria e salas que são alugadas para cursos.

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